Sem deixar de representar a esperança do povo brasileiro num país livre da #Corrupção, a operação #Lava Jato  prossegue incólume a todo o 'furacão ' político provocado, em parte, por ela mesma. Entretanto, depois de dois anos de atuação, na qual expôs publicamente um dos maiores esquemas de corrupção montados dentro do governo, ela ainda não foi capaz de colocar atrás das grades os maiores 'figurões ' da política brasileira, atravessada por uma verdadeira chuva de liminares e de recursos que tentam proteger seus investigados.

O início e a 'contabilidade' da operação

Com dois anos de atuação, completados no último dia 28 de agosto, segundo informações da Folha de São Paulo, em artigo publicado neste domingo, dia 04, a Lava Jato estreou nas ruas em março de 2014.  Desde então, o juiz responsável por sua execução, Sérgio Moro, já executou 106 condenações.

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Neste cenário, a operação teve a contribuição do Ministério Publico Federal (MPF), que já enviou ao magistrado 45 pedidos de condenação que envolveram 226 suspeitos. Destas, 46%, ou seja, em 21 solicitações, o magistrado da Primeira Vara de Curitiba expediu sentença condenatória.

A Lava Jato e os obstáculos quando ela se voltou para a investigação de políticos suspeitos

Com o depoimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras, a operação passou a mirar um grupo de políticos envolvidos direta ou indiretamente nos complexos esquemas de corrupção e pagamento de propinas entre empresas privadas e o governo. Ela teve que chegar ao próprio Supremo Tribuna Federal (STF). Foram cerca de 28 pedidos de inquéritos e sete solicitações de arquivamento, numa lista significativa de parlamentares que ficaram nas mãos do relator da operação junto ao tribunal superior, Teori Zavascki.

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De lá para cá, o saldo da operação contabiliza 81 pedidos de inquéritos em aberto que já investigaram 364 suspeitos,. Destes, 54 são políticos, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e a ex-presidente Dilma Rousseff. Com exceção desta, os demais tentam se proteger no chamado foro privilegiado. Além disto, o próprio Teori já expediu 162 mandados de busca e apreensão em empresas e residências dos suspeitos. 

Com um verdadeiro 'festival' de liminares e recursos, a Lava Jato está sendo notabilizada pelos atrasos de seus procedimentos. Somam-se a isto, os 39 acordos de delação premiada já homologados pelo próprio STF. Como exemplo, podemos citar o fato de que parlamentares como Eduardo Cunha, cuja denúncias feitas pelo STF já são superiores a 14 e em apenas duas, o ex-presidente da Câmara deverá ser denunciado. O outro caso é o do senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL), cuja demora do próprio STF em julgar se a denúncia da PGR contra o mesmo poderia ser objeto de uma ação penal se arrasta há mais de um ano. Tal fato já esta em vias de caracterizar um verdadeiro escândalo entre os ministros da Corte Suprema. #Sergio Moro