Nesta semana a força-tarefa responsável pela Operação #Lava Jato solicitou ao juiz federal Sérgio Moro que determine a intimação da Presidência da República, em Brasília, para esclarecer a procedência dos objetos apreendidos que estavam em poder do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no cofre do Banco do Brasil em São Paulo.

Os bens foram encontrados ainda na 24ª fase, identificada como Aletheia, a operação é um desdobramento da Lava Jato que investiga o maior escândalo de #Corrupção de todos os tempos. Todos os objetos como pratarias, obras de arte, joias, adagas, moedas e principalmente um crucifixo do Planalto foram localizados em um dos cofres do Banco do Brasil, na capital paulista.

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Segundo os procuradores, a conferência deverá ser realizada o quanto antes para que se proceda com a emissão do relatório. Com o laudo de vistoria da Presidência será verificado se todos os objetos pertencem ao patrimônio de #Lula.

Conforme publicação do site de notícias "NOTICIASAOMINUTO", o requerimento foi assinalado por treze Procuradores, fundamentado em auditórias do próprio Tribunal de Contas da União (TCU), em que investigou os "desvio ou desaparecimento de bens", todavia, "pertencentes à União, nos Palácios do Planalto e da Alvorada", reforçando, solicitaram a inclusão dos pareceres anteriores dos "inventários... e posteriores à última transmissão", em atenção às "normas e procedimentos aplicáveis aos presentes", afirmou a reportagem.

Quando foi deflagrada em março, a etapa Aletheia, a equipe da Polícia Federal conseguiu localizar o lugar exato em que estavam acomodados os objetos que Lula chama de 'tralhas'.

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O ex-presidente justificou informando que se trata de presentes que recebeu logo após o cumprimento de seus dois mandatos na Presidência.

Mas a dúvida continuou entre os procuradores da Justiça, pois segundo eles, são exatamente 568 itens que foram recuperados e apenas nove foram cuidados para serem agregados ao patrimônio da União, o que deixou a força-tarefa intrigada.

A auditoria do TCU de número 164/2016 sob o processo: 011.591/2016 esclarece que não há possibilidade de distinguir o acervo do ex-presidente Lula e o patrimônio da presidência, pois, todos estavam juntos e preservados no cofre com a identificação do ex-presidente.

Também foi motivo de perplexidade, quando a auditoria apresentou um relatório questionável dos bens da ex-presidente Dilma Rousseff, que por sua vez, foi constatado um pouco menos do que Lula, mas com apenas seis objetos incorporados ao patrimônio da União. Significa dizer que, Dilma também, não juntou quase nenhum dos seus aos bens da União.

Exatamente por esses desencontros que a força-tarefa da Operação Lava Jato requer uma perícia ampla, dos órgãos da Presidência da República para que todos os 568 objetos que estão lacrados sejam classificados e inventariados pela Justiça.