Conforme informações publicadas pela revista "Veja", o juiz federal Sérgio Moro pode demorar praticamente seis meses para concluir suas deliberações. Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a eficiência do juiz aliado à nova regra elaborada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o petista poderá estar preso em 2018, se for condenado. De forma expansiva, a hipótese também abrange a possibilidade de uma sentença no âmbito superior, ou seja, se o petista recorrer em segunda estância e a turma de colegiado manter a decisão do juiz Moro, #Lula permanecerá preso.

As especulações fazem parte de hipóteses que vêm sendo discutidas em decorrência da candidatura de Lula a Presidência da República em 2018.

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Outra questão preocupante é com relação à nova jurisprudência criada e fundamentada pelo STF, em março desse ano, que autorizou a prisão urgente de condenados em segundo grau, ou seja, sem o requisito de aguardar o trânsito em julgado do processo. Portanto, o ex-presidente fica meramente passível de execução da pena no ano de 2018.

Além disso, existe a Lei da Ficha Limpa, a qual estabelece que o cidadão, quando condenado por uma turma de colegiados, será impedido de concorrer, imediatamente, a quaisquer #Eleições que venham a se candidatar. Nesse sentido, Lula não poderá participar das próximas disputas eleitorais. Entretanto, o Partido dos Trabalhadores (PT) continua a sua rotina diária de comícios pelo país, apresentando seus candidatos e omitindo a gravidade da situação do líder petista perante a Justiça.

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Na verdade, segundo relatos de dirigentes petistas, a denúncia ocorrida em desfavor de Lula tem a finalidade de excluí-lo das eleições presidenciais, ou seja, afastar o ex-presidente da candidatura presidencial. Essa foi à tática utilizada pelos petistas para motivar as acusações dos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, refutando a ilegibilidade.

No entanto, Lula deverá atentar para a confirmação dos próximos julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá tratar sobre as alterações da matéria criminal para um caso concreto. Outro fato relevante é com relação ao regime de cumprimento da pena, que determina o cumprimento inicialmente em regime fechado, o que, provavelmente, poderá ser imputado ao petista.

Por isso, admite-se que inelegibilidade será, a princípio, secundária, pois o principal desassossego dos petistas se resume no prognóstico das novas e possíveis ocorrências, em virtude do processo no qual Lula se tornou réu pela segunda vez.

Na atual circunstância, o ex-presidente foi denunciado com a sua mulher, Marisa Letícia, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que abrange as penas de 2 a 12 anos para o primeiro; e de 3 a 10 anos de prisão para o segundo tipo de crime.

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Lula já foi indiciado como réu em outro processo, em Brasília, pela tentativa de obstrução da operação #Lava Jato. Ou seja, tentou comprar o silêncio de Nestor Cerveró, um dos ex-diretores da Petrobras.

Finalmente, o STF também apura a participação do petista no esquema fraudulento de propina e o seu vínculo com a organização criminosa. Demais investigações estão em desdobramentos na Justiça, os quais são confidenciais.