A força-tarefa da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que é comandada em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, atua na negociação de um acordo de colaboração premiada com o dono do Grupo Schahin, Salim Schahin. De acordo com os desdobramentos das investigações da Polícia Federal, o empresário Schahin poderá fornecer informações extremamente valiosas que relatariam empréstimos fraudulentos, que alcançam valores de R$ 12 milhões ao Partido dos Trabalhadores (PT), no ano de 2004, de acordo com confissão do próprio grupo Schahin.

A Polícia Federal pretende ainda saber detalhadamente, com o acordo de delação premiada selado, sobre pagamentos efetuados considerados suspeitos, pelo grupo empresarial a 13 empresas que foram utilizadas para a movimentação sob âmbito da Operação Lava-Jato e também da Operação Custo Brasil.

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Linhas de investigação

Uma das linhas de investigação da Lava-Jato, pretende esclarecer pagamentos do grupo Schahin destinados a investigados como Carlos Roberto Cortegozo. Ele é o segundo maior fornecedor da campanha de reeleição presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff. A Polícia Federal quer saber ainda sobre pagamentos realizados pelo grupo empresarial ao sobrinho do ex-ministro do "milagre econômico", Delfim Neto.

Outro pagamento considerado com alto grau de suspeição, refere-se à quantia de R$ 12 milhões, destinado ao amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pecuarista José Carlos Bumlai. Um dos destinatários desse dinheiro seria o empresário de Santo André, na Grande São Paulo, Ronan Maria Pinto. Ronan foi condenado por #Corrupção no governo do prefeito assassinado da cidade, Celso Daniel, do PT.

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Segundo as investigações, parte do valor mencionado, seria para a compra do jornal Diário do Grande ABC. Todos os dados que se referem ao caso Celso Daniel, se tornaram objeto de processo criminal, aberto pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato. Tornaram-se réus, em razão do processo do Mensalão, que é a compra de parlamentares, a partir de recursos públicos, e também com base em processos que envolvem desvios dos cofres públicos da Petrobras, os ex-tesoureiros do PT, Delúbio Soares e João Vaccari Neto.

A defesa dos irmãos Schahin informou que não comentaria o caso. Já a defesa de Carlos Roberto Cortegozo, também afirmou que não faria comentários sobre as investigações da Lava-Jato, porém, declarou que seu cliente não recebeu recursos ilícitos. #Lula #Lava Jato