Aconteceu nesta quinta-feira (29) o depoimento de Antônio Palocci, ex-Ministro da Fazenda e da Casa Civil, dos Governos Lula e Dilma. Palocci é um dos investigados mais aguardados pela Polícia Federal (PF), pois com suas declarações, os policiais pretendem montar o imenso quebra-cabeça o qual segue em apuração pela #Lava Jato, que investiga a #Corrupção dentro da Petrobras. O crime é considerado até o momento o maior escândalo ocorrido no país.

O suspeito não assumiu a identidade de 'italiano', também não se comprometeu com afirmações sobre a sua participação com o esquema fraudulento de desvios da estatal e, além disso, negou a hipótese de facilitar a concorrência em contratos de licitação relacionados à gestão dos governos petistas.

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Entenda o ocorrido

Um dos principais integrantes dos governos petistas, Antônio Palocci, com passagens pelas pastas da Casa Civil e do Ministério da Fazenda, foi rendido à prisão temporária em decorrência da 35ª fase da Lava Jato.

Segundo investigações da Polícia Federal, Palocci responde à organização criminosa pelo codinome 'italiano' e pode ser um dos 'cabeças' nas fraudes, ou seja, o ex-ministro é suspeito de levantar fortunas de aproximadamente R$ 128 milhões com arrecadações de vantagens indevidas (propinas), repassando parte do valor ao Partido dos Trabalhadores (#PT).

As suspeitas se acentuaram em decorrência do cumprimento de diligências de busca e apreensão em fases anteriores da Lava Jato. Nas capturas, foram localizados documentos sigilosos como arquivos, e-mails e planilhas que apontavam nomes fictícios de beneficiários de valores expressivos.

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Grande parte dos documentos foi encontrada na própria construtora Odebrecht e o restante em poder de funcionários da empresa, inclusive com o diretor da empreiteira, Marcelo Odebrecht, o qual cumpre pena de 19 anos e 4 meses em regime fechado, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, além de associação criminosa.

Em conformidade com a publicação da revista Veja, a defesa do ex-Ministro, por meio do advogado José Roberto Batochio, comentou que a Polícia Federal "já atribuiu tal apelido a outros três indivíduos". Ademais, Palocci criticou a suposta alegação sobre ser ele o manobrista da "Medida Provisória 460" (que trata da tributação das construtoras, em relação ao programa 'Minha Casa Minha Vida), para favorecer a Odebrecht.

Por fim, o ex-ministro encontra-se preso aos cuidados da PF em Curitiba, aguardando o término dos cinco dias equivalentes a prisão temporária, alcançando a liberdade nesta sexta-feira (30). Entretanto, o juiz federal responsável pela condução da Lava Jato, Sérgio Moro, tem a faculdade para prorrogar, transformando-a em prisão preventiva ou revogar a ordem da prisão.