Os ministros da Corte Suprema reconheceram um processo de paternidade que estava tramitando no Supremo Tribunal Federal (#STF) há mais de 33 anos. O veredito é que Antonio Carlos da Silva é filho de Vicente Risola.

A lentidão para o desfecho do processo foi tão grande que os reais interessados pela decisão da Corte não poderão comemorar, pois já estão todos falecidos.

A história parece de novela. Dona Isolina casou-se com José Barbosa, porém ele era muito debilitado com sua saúde e bem mais velho que ela. Eles viviam na mesma casa, em Poços de Caldas (MG), porém dormiam separados. Diante da fragilidade e pouco contato com Barbosa, Isolina teve um caso com Vicente Risola e daí surgiu um filho chamado Antonio Carlos.

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Porém a criança foi registrada no cartório com o nome do marido de Isolina e não com o nome do pai verdadeiro, que era o Risola.

Processo chega no STF

O juiz da Comarca de Poços de Caldas entrou com uma decisão de reconhecimento de paternidade a favor de Risola, mas o Tribunal de #Justiça de Minas Gerais reverteu a decisão. Entre idas e vindas, o processo chegou a Supremo em 1983. A Corte declarou em 1999 improcedente a ação, pois o marido não contestou a paternidade.

Nesta quinta-feira (22), os ministros do STF juntaram várias provas que atestam a paternidade. Foram analisados documentos, como uma segunda certidão de nascimento, que comprova que Antonio era filho de Risola e os traços do pai e do filho são muito idênticos nas fotografias. Existia também um amor muito grande de Risola pelo seu filho, o que é comprovado quando ele pede para seus herdeiros cuidarem da educação de Silva.

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Falecimento

Se estivesse vivo, Silva teria hoje 63 anos e poderia acompanhar o desfecho da decisão do Supremo. Porém, ele morreu em 1991, devido uma anemia profunda. Isolina, José Barbosa e Vicente Risola também já estão falecidos.

A presidente do STF, Cármen Lúcia, afirmou que de todos os estudos que fez sobre esse caso, não tem como deixar de reconhecer a paternidade entre o filho e seu verdadeiro pai.

O ministro Marco Aurélio concluiu que a Justiça foi feita. #Brasil