O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira teve que se retratar às pressas à imprensa após dizer que a #reforma trabalhista (que deve ser enviada ao Congresso Nacional até o final desse ano) iria elevar a jornada diária de 8 para 12 horas. A declaração do ministro, que foi dada durante um debate com sindicalistas que representavam 19 estados, repercutiu negativamente entre os sindicalistas que ameaçaram fazer uma paralisação nacional. A repercussão foi tanta que o presidente #Michel Temer teve que intervir através de uma ligação telefônica, na qual pediu para que o ministro se retratasse e explicasse melhor sobre as mudanças que serão propostas ao Congresso Nacional.

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“Trabalhar 12 horas é voltar ao tempo da escravidão, direito você mantém, não retira”, disse o ministro rádio Estadão nessa sexta-feira (09).

Nogueira também disse que jamais iria querer que fosse aprovada uma mudança na jornada de trabalho, já que ele também vem de origem sindical. Segundo ele, a reforma manterá a jornada máxima de 44 horas semanais.

Ministro afirmou que reforma virá para combater o desemprego e a informalidade

O ministro alegou que a proposta que será enviada ao Congresso Nacional terá como principal objetivo combater o alto índice de desemprego que é verificado no país hoje e também os empregos informais.  Segundo ele, a intenção é reduzir a insegurança jurídica que existe hoje no país e que a atual legislação trabalhista abre muitas brechas na lei para que sejam feitas outras interpretações.

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“A lei trabalhista é esparsa e confusa e abre muitas margens para interpretações”, afirmou o ministro em sua entrevista a rádio.

Ele também fez questão de ressaltar que direitos como: 13º salário, férias, e fundo de garantia (FGTS) jamais serão colocados em risco e que a reforma trabalhista ainda será muito discutida não somente entre os “atores principais” que são os trabalhadores e patrões, mas também entre os tribunais do trabalho, pois essa é a intenção do presidente Michel Temer, que seja feito um “dialogo permanente”. #Governo