Durante a posse da presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), Cármen Lúcia, que ocorreu na segunda-feira passada (12), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi até os ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffolli e falou umas palavras que deixaram os ministros surpresos, principalmente, Gilmar Mendes. #Lula disse que a sorte de Dias Toffoli, foi a coragem de Mendes. De acordo com o ex-presidente, se Mendes não tivesse criticado o vazamento de informações do Ministério Público Federal (MPF), nas negociações da delação da empreiteira OAS, "Toffoli estaria f...!", disse Lula. 

Gilmar Mendes criticou duramente os procuradores do Ministério Público, que segundo ele, foram os responsáveis pelo vazamento da citação de Toffoli, prejudicando os trabalhos do ministro da Corte.

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Mendes ainda disse que os procuradores da Lava Jato querem informações a qualquer custo e são movidos por uma teoria absolutista de combate ao crime.

O que deixou os ministros surpresos também, é o fato de Lula chegar brincando com Mendes, mas nunca o considerar seu amigo. Conforme informações, Mendes é o inimigo número 1 do partido do Partido dos Trabalhadores (PT) no Judiciário.

Julgamento de Dilma

Um dos motivos que faz o PT ter raiva do ministro da Corte é o motivo dele sempre discordar de ações que beneficiem o PT. Por exemplo, o ministro Gilmar Mendes caracterizou a ação do ex-presidente do STF Ricardo Lewandowski, como "vergonhosa", ao dividir o julgamento do impeachment de Dilma em duas partes, livrando ela de perder os direitos políticos. Segundo o ministro, essa decisão de Lewandowski é constrangedora e não deixa de ser uma manobra de carácter político.

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"O Supremo não deveria participar desse tipo de ação", ressaltou Gilmar.

Temer e Lula

Na posse da ministra Cármen Lúcia para presidente da Corte, o ex-presidente Lula e o presidente do Brasil Michel Temer, não chegaram a se cumprimentar e o contato entre eles foi mantido distante para não ocorrer nenhum constrangimento. No final do evento, enquanto o ex-presidente ficou conversando com as autoridades, como os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, Temer foi embora para evitar um possível contato com Lula.