Fatos marcantes vêm ocorrendo no país. Em menos de um mês, o Senado Federal julgou o impeachment da petista Dilma Rousseff, em seguida o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, teve seu mandato cassado no plenário da Casa. Agora chegou a vez do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva enfrentar mais um processo judicial, o qual se tornou réu nesta terça-feira (20), pela segunda vez, após o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, acolher a denúncia dos procuradores do Ministério Publico Federal (MPF).

Entenda em breves relatos

Tanta correria contra o juiz Sérgio Moro para nada. Provavelmente, é desta forma que a defesa do ex-presidente Lula deve estar analisando os fatos.

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Sabe-se que o momento não é propício a novos recursos, até porque a denúncia foi aceita e o processo instaurado, portanto os eventuais prazos já começam a ser computados para as partes. Significa dizer que, independente do juiz, Lula e sua defesa vão ter que se habituar.

Com isso, o que outrora se tornou uma prática, ou seja, as ocorrências por parte do advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, ao protocolar recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), em função de afastar o juiz federal Sérgio Moro, alegando a sua parcialidade, sugere neste momento atentar para os avanços processuais, pois o juiz é um fato confirmado e Lula vai ter que se conformar.

Na última petição, a defesa chegou a requerer que o juiz opte pela sua própria incompetência para julgar o seu cliente. O que foi imediatamente rebatido por Moro ao classificar que se trata de proposta "inadmissível" a questão da “exceção de incompetência", concluindo por intermédio de despacho, demonstrando total competência para julgá-lo.

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Ironia do destino ou não, o fato é que Lula, investido de sua nova condição, ou seja, como réu, já responde outro processo de desdobramento da #Lava Jato na Comarca de Brasília, o qual está sob a acusação de tentativa de obstruir a operação.

O momento pede cautela e o petista deverá junto ao seu advogado iniciar os procedimentos naturais do processo que inclui, por exemplo, o rol de testemunhas que será de suma importância na atual circunstância, uma vez que a denúncia protocolada nesta quarta-feira (14) pelos procuradores da força-tarefa da Lava Jato revelaram graves acusações, comparando o ex-presidente a um 'comandante máximo' atuante da organização criminosa, administrada no país pela 'propinocracia'.

Os procuradores confirmaram ainda a denúncia do ex-presidente Lula e de sua esposa, Marisa Letícia, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pois segundo eles os acusados seriam a peça chave do esquema de corrupção, o qual desviou aproximadamente R$ 87,6 milhões da Petrobras.

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Além disso, Lula utilizou-se da sua posição como Presidente da República naquela época para facilitar e forjar contratos milionários vinculados ao Governo Federal, favorecendo assim as empreiteiras que efetuavam pagamentos de valor significativo (propinas) ao petista pela sua gentileza. #Sergio Moro