O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em documento oficial à Operação Lava Jato, através de seus advogados, que não reconhece a competência do juiz federal Sérgio Moro. A informação foi dada com destaque nesta segunda-feira, 05, pelo jornal 'O Estado de São Paulo'. O companheiro político da ex-presidente (deposta) Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), comentou que não ia falar nada a respeito do seu então para muitos "cofre secreto". #Lula se reportava ao fato de não ter avisado sobre 23 caixas de presentes recebidos durante a presidência estarem estocados em uma agência do Banco do Brasil, em São Paulo.

Durante sua gestão, o político assinou uma emenda que permite que os presidentes possam aceitar presentes.

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Esse foi um dos motivos para o impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992, quando ele recebeu um carro popular, um Fiat Elba. No caso de Lula, os presentes foram bem mais extravagantes. A maioria mostra artes sacras, quadros e joias. Uma em especial chama a atenção, uma coroa de rei cravejada de pedras preciosas. A Polícia Federal, que já analisou o cofre, chegou a fizer na época que o valor dos itens era inestimado, já que muitos eram tidos como raros. 

Os itens acabaram apreendidos pela Polícia Federal em março deste ano durante a Aletheia, Operação que fez parte da 24 fase da Lava-Jato. Segundo o representante do Partido dos Trabalhadores, ele não se reportará em esclarecimentos a Sérgio Moro, mas apenas à Justiça Federal de Brasília. O comandante da Lava-Jato em segunda instância exerce seus serviços em Curitiba, no Paraná.

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A cidade chegou a ganhar o apelido de "república" por partir de lá boa parte das decisões importantes do país, como prisões de políticos e empresários. 

Sérgio Moro ainda não comentou a defesa de Lula, mas essa estratégia tem sido usada pelos advogados do petista desde que começou a ter grande chance dele cair nas mãos do juiz. Aliados garantem que o ex-presidente acredita ser uma questão de tempo para Moro pedir sua prisão.  #PT