Momentos de tensão estão presentes nos dias de Luiz Inácio #Lula da Silva. Segundo reportagem da revista "Veja", o petista, recebeu a notícia de que o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) indeferiu a petição protocolada pela sua defesa, que objetivou a suspensão da atuação dos procuradores que formalizaram uma denúncia em seu desfavor.

Entenda como ocorreu

Nesta última quarta-feira (14), os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) resolveram denunciar o ex-presidente Lula e sua esposa, Marisa Letícia, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo eles, os acusados participaram do esquema de corrupção que desviou aproximadamente R$ 87,6 milhões da Petrobras.

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De acordo como MPF o ex-presidente seria o comandante da quadrilha.

Diante das circunstâncias os advogados do petista acharam por bem acionar o CNMP por intermédio de uma representação, a fim de que suspendesse a prática dos trabalhos da equipe de procuradores, os quais exerceram a faculdade para protocolar a denúncia contra os seus clientes, ou seja, o ex-presidente Lula e a sua esposa, Marisa Letícia.

Segundo a própria defesa, os integrantes do MPF, Júlio Carlos Motta Noronha, Roberson Pozzobon e Deltan Dallagnol, incorreram transgressão dos "deveres funcionais", sendo que ultrapassaram o limite da função de seus cargos no momento da denúncia, inclusive, com relação à exposição do conteúdo da matéria que alcançou a mídia nacional e internacional, veiculada no mesmo dia 14.

Em consonância com a publicação do jornal "Metropoles", os advogados comentaram que a acusação desabonou a imagem de seus clientes, com a visível finalidade de semear a discórdia, ao imputar de forma exagerada elementos que configuram a condenação antecipada dos envolvidos.

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Entretanto, o conselheiro Valter Schuenquener, de posse da representação, percebeu que antes de fazer aplicação de uma decisão monocrática, deverão os autos serem disponibilizado a todos os procuradores que compõem o CNMP, a fim de que sejam examinados para possível veredicto, entre o prazo de até 15 dias.

Portanto, Schuenquener não acolheu de forma parcial o pedido da defesa do ex-presidente Lula, ou seja, não concedeu a liminar com o efeito suspensivo que impedisse a competência do juiz federal Sérgio Moro sobre a denunciação. #Lava Jato #Sergio Moro