Atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (#PT), #Fernando Haddad ganhou um reforço de peso há uma semana do pleito. Neste domingo, o ex-presidente da República e principal líder do partido, Luiz Inácio #Lula da Silva, o Lula, saiu às ruas de São Paulo e pediu votos para o candidato petista. Lula esteve no extremo leste de São Paulo em campanha e criticou o que chamou de "publicidade contra o PT".

Lula chegou a fazer boa parte do evento sem a presença de Fernando Haddad, que se atrasou por cerca de uma hora em decorrência de uma reunião de campanha no centro da cidade. Em seu discurso, o principal líder petista disse achar "estranho" os paulistanos serem favoráveis ao "Fora, Temer", mas mesmo assim demonstrarem apoio aos três candidatos que, segundo ele, apoiam Temer: Celso Russomanno, João Dória e Marta Suplicy.

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"Olha, a população de São Paulo não está nada diferente daquilo que estamos vendo no Brasil inteiro, com todo mundo gritando "Fora, Temer". Eu só acho estranho que aqui, mesmo esses que estão gritando, estão planejando votar em três candidatos que apoiam o Temer. Se o povo não quer um, como pode estar aceitando três?", indagou o ex-presidente Lula.

Há uma semana da eleição municipal, Fernando Haddad está na marca de 10% das preferências de voto, segundo levantamento realizado e divulgado pelo Datafolha na última quarta-feira, dia 21. O petista está apenas no quarto lugar da corrida entre os candidatos, que apresenta um tríplice empate técnico, levando-se em consideração as margens de erro. João Dória, do PSDB, tem 25% da preferência, enquanto Celso Russomanno (PRB) tem 22% e Marta Suplicy tem 20%.

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Críticas de Lula

Ciente das dificuldades de Haddad em alavancar sua campanha, Lula aproveitou o evento, que foi chamado de "Caminhada da Virada", para atacar os principais adversários do candidato. O ex-presidente abraçou eleitores e depois foi para o topo do carro de som, onde permaneceu na maior parte do tempo. Ele subiu a voz para falar de Celso Russomanno e João Dória.

"O Dória vocês conhecem bem e sabem como ele é. Ele vive falando do PT, mas o partido dele (PSDB) não representa 1% do que representa o nosso. E o Russomanno vamos esperar acabar as eleições para ele voltar para o programinha dele de televisão em que defende coisa alguma", disse Lula, em referência à atuação do candidato do PRB na televisão, no "Patrulha do Consumidor", da Rede Record.

Este domingo representou a terceira aparição pública de Lula em atividade de campanha de Fernando Haddad. Ele esteve presente no lançamento oficial da candidatura e depois em Guaianases, na zona leste, três dias antes do início oficial das campanhas por todo o país.

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O PT, que não conseguiu reeleger suas duas últimas prefeituras em São Paulo (Luiza Erundina - 1989-1992 e Marta Suplicy - 2001-2004), não está conseguindo repetir o êxito da campanha de Fernando Haddad em 2012, quando ele surgia como um "fato novo" no partido e venceu as eleições sobre José Serra, do PSDB, no segundo turno. Até aquele momento, o governo de Dilma Rousseff na presidência ainda não estava em litígio com o Congresso Nacional e as investigações sobre a corrupção na Petrobras não tinham a repercussão dos dias atuais.