Ele sabia de tudo. De acordo com uma ampla reportagem produzida pelo jornalista Josias de Souza, do UOL, publicada neste sábado, 03, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, reuniu-se no dia 22 de agosto, nove dias antes da votação no Senado Federal sobre o impeachment, com a base aliada da ex-presidente Dilma Rousseff. Lewandowski abriu um espaço em sua agenda para receber a amiga do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Kátia Abreu, do PMDB do Tocantins. O assunto não poderia ser diferente, a votação do impeachment. 

A ex-Ministra do governo petista deixou claro para Lewandowski que os aliados da primeira mulher eleita do país apresentariam um requerimento inusitado aos 45 minutos do segundo tempo do julgamento da deposição.

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O Ministro da mais alta corte do país descobriu então que o desejo de Dilma era dividir a votação contra ela, evitando-se assim que fosse banida do mundo político por oito anos. A constituição federal indica que o processo de impeachment já deixa inelegível o cassado. No entanto, como sabemos, o entendimento de Lewandowski foi curiosamente diferente, o que gerou críticas dos dois lados. 

O advogado mineiro João Costa é quem teve a ideia de dividir a votação. Ele curiosamente já trabalhou no passado para o que é hoje o maior opositor das políticas petistas, o PSDB. Até ter a conversa polêmica, segundo a reportagem do UOL, o Ministro do Supremo tinha convicção que a votação seria única, como era esperado até então. O desmembramento foi uma grande surpresa e resultou em pelo menos cinco representações da oposição no #STF, pedindo que a segunda parte da votação fosse anulada.

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Já a defesa de Dilma, representada pelo ex-Advogado-Geral da União, Ricardo Lewandowski, quer que toda a votação seja cancelada, isso porque a lei das pedaladas acabou sendo alterada apenas dois dias depois de Rousseff deixar o cargo, estabelecendo que agora o governo federal não precisa de aprovação do Congresso para fazer manobras orçamentárias. #PT #Dilma Rousseff