O deputado federal Marco Feliciano (PSC) é alvo da abertura de um inquérito para investigar a queixa da estudante de jornalismo Patrícia Lélis por suposta tentativa de #Estupro contra. A decisão foi tomada na terça-feira (13 de setembro) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O fato que gerou o inquérito teria ocorrido em 15 de junho, quando Patrícia, que faz parte da Juventude do PSC, foi convidada para fazer parte de uma reunião em que a pauta era a abertura de uma CPI para investigar a União Nacional dos Estudantes (UNE). De acordo com o depoimento da estudante, ao chegar ao apartamento funcional do deputado, ela descobriu que não tinha reunião e que apenas os dois se encontram sozinhos no local, quando então Feliciano teria tentado estuprá-la.

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Em outro Boletim de Ocorrência, a estudante teria ido mais além, acusando o policial aposentado Talma Bauer, que é assessor de Feliciano, de tê-la ameaçado, sequestrado e a mantido em cárcere privado. Mas o delegado Luiz Roberto Hellmeister, responsável pelo caso em São Paulo, onde a jovem fez este registro, afirmou ter evidências de que ela não foi sequestrada. Assim, de vítima, Patrícia foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo por denunciação caluniosa e extorsão, sendo emitido contra ela um pedido de prisão. Contra a jovem também pesa imagens de vídeo disponíveis no Youtube em que supostamente pede a Bauer que mate um “amigo” dela.

Embora a mentira sobre a acusação de cárcere privado desqualifique a estudante e enfraqueça a denúncia contra Feliciano, que também é pastor e presidente igreja neopentecostal Catedral do Avivamento, ainda é preciso provar se a tentativa de estupro realmente aconteceu ou não.

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O deputado nega as acusações e em uma nota à imprensa de 18 de agosto, reafirma confiar na lisura das instituições públicas e da Justiça do país. “Boatos são boatos e nunca serão verdades! É o que temos para o momento, e seguimos confiante de até o término das investigações”, defendeu-se. #Marco Feliciano #Patrícia Lélis