No fim da noite desta segunda-feira, 12, aconteceu a votação fatídica contra o então deputado federal Eduardo Cunha. Com a casa cheia, o peemedebista foi julgado e nem mesmo chorando minutos antes do pleito, conseguiu barrar o que era tido como inevitável, a cassação. Por 450 votos a 10, Eduardo Cunha, considerado o grande responsável pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), deixou de ser deputado. Com certa dificuldade, ele deixou o local onde por anos exerceu o poder. Chamado de o "todo poderoso", o político perdeu muitos aliados, mas não todos. 

Dos dez que votaram a favor do político, um nome chamou a atenção dos eleitores.

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O deputado Pastor Marco Feliciano, muito famoso por conta de posicionamentos polêmicos, acabou sendo um daqueles que optou por mostrar que estava sim com Cunha, mesmo sabendo que a grande opinião pública queria a cabeça do deputado federal. Ele não foi seguido por membros de seu partido, o PSC, como Jair Bolsonaro. Jair, mesmo tendo parabenizado Eduardo durante a votação pelo impeachment na Câmara em abril, seguiu a opinião da maioria e votou contra Cunha, a favor da cassação. 

O fato do deputado federal eleito por São Paulo ter dado "sim" para alguém considerado corrupto abalou até mesmo os seus eleitores. Muitos se disseram chocados e desapontados. "Nossa, que bola fora. Mesmo que fosse um aliado, na pior das hipóteses era para se abster", disse um internauta, que na rede social segue os grupos de #Marco Feliciano.

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Nesse ano, o pastor já tinha se envolvido em uma grande polêmica. Ele foi acusado pela ex-militante do PSC, Patrícia Lélis, de tentativa de estupro. Ele ainda é investigado no caso, mas Patrícia teve a prisão preventiva solicitada pelo delegado que investiga o crime em São Paulo.

Lélis é suspeita de ter mentido sobre tudo o que ocorreu. Relatórios surpreendentes mostram que ela seria "mitomaníaca". Ela já teria inventado um estupro no passado. Além de Marco Feliciano, o então assessor dele, Talma, chegou a ser acusado de sequestrar a jovem.