O presidente da República, #Michel Temer, concedeu uma entrevista nesta última segunda-feira (19), para a emissora de televisão americana "Bloomberg", que se localiza em Nova York. Temer avaliou que a situação econômica do Brasil continua com muitas dificuldades. Ele acredita que, se houver uma pequena melhora para o próximo ano, será um grande passo, demorará por volta de dois ou três anos para melhorar o déficit negativo da economia. 

Michel Temer disse que não tem ambições políticas para o ano de 2018, e que se sente à vontade para lidar com assuntos, como a reforma da Previdência e o controle de gastos. Ele diz que, como presidente, terá uma postura "linha dura" com questões econômicas e políticas. 

Questionado sobre as investigações da Operação Lava Jato, Michel Temer avaliou que a Lava Jato irá continuar com os trabalhos, mesmo que seu partido (PMDB) se torne o foco principal das investigações, "a Lava Jato irá continuar até que seja concluída". 

Abertura - ONU

Michel Temer está em Nova York para a abertura da 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que ocorreu nesta terça-feira (20).

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Em seu discurso, Temer avaliou que o impeachment que tirou a ex-presidente Dilma Rousseff é totalmente legítimo e que, no Brasil, ninguém pode estar acima da Lei. 

Temer evidenciou que o Brasil tem órgãos atuantes como o Ministério Público Federal, juntamente com o poder Executivo e Legislativo, e citou que cada instituição tem sua força, lembrando que a imprensa brasileira é "inteiramente livre". 

Temer fez um ressalto sobre o Programa de Parcerias de Investimento (PPI), na qual tem o objetivo de priorizar o modelo de concessões e privatizações de forma mais dinâmica. Avaliou que seu propósito, como presidente, é trazer de volta o crescimento econômico e, consequentemente, o emprego de milhões de brasileiros. Temer disse que o progresso da economia se desenvolverá com a parceria do comércio, dos investimentos da ciência e da tecnologia. 

Aproveitou o discurso para falar sobre a reforma do Conselho de Segurança da #ONU, dizendo que Brasil quer "uma ONU de resultados, capaz de enfrentar os grandes desafios do nosso tempo." #Governo