Neste domingo, 11, o jornal carioca 'O Globo' publicou uma longa entrevista com o presidente do Brasil, Michel Temer, do #PMDB. Entre os pontos mais importantes, está a falta de concordância dele com o aumento dos salários do judiciário, alegando que isso criaria um efeito cascata e acabaria provocando um déficit das contas públicas. O peemedebista também passou a mudar o discurso em relação aos protestos de rua contra ele e a favor da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Depois de dizer que esses estariam sendo feitos por poucas pessoas, #Michel Temer agora argumenta que é preciso ter o respeito com o movimento popular.

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No entanto, ele garante que ‘o golpe não pegou’, por ser movimento político. "Me digam qual é o golpe? Eu só quero governar", questionou ele à reportagem do jornal carioca. Michel garante que vê com naturalidade o crescimento dos atos de rua e diz que isso é consequência de um clima político instável, além de demonstrar o que chama de "rescaldo do impeachment", que deixou dor em muitas pessoas, até mesmo naquelas que eram favoráveis à deposição de Dilma Rousseff. Ele ainda garante que foi eleito com Dilma e que ela só chegou ao poder graças ao PMDB.

Michel lembra que a diferença de votos entre Rousseff e o então candidato em 2014 à presidência, Aécio Neves (PSDB), foi de apenas pouco mais de três milhões de votos. A legenda que ele encabeça, o PMDB, foi responsável por quatro minutos do tempo da petista na televisão e no rádio.

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Para Temer, a perda desse tempo seria igual também a derrota no pleito para Dilma. No segundo turno, ambos candidatos tem dez minutos para fazer a exposição de seus pontos de vista. Além do tempo de programa político, o PMDB apoiou a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em mais de vinte diretórios. "Será que esses estados não deram 1,6 milhão de votos para a chapa?", ironizou ele na entrevista. 

Enquanto Temer garante que quer governar, a defesa de Dilma tenta manobras para reverter o impeachment votado no dia 31 de agosto no Senado Federal. Até o momento, todos os apelos foram negados.