Oficialmente empossado como Ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira falou, em entrevista concedida à Folha de São Paulo nesta sexta, sobre as suas expectativas dos dois anos e meio de mandato de #Michel Temer. Segundo ele, o presidente terá que ser firme para implantar medidas ditas impopulares, porém necessárias e, para isso, contará com o apoio da base aliada, especialmente o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e o DEM (Democratas) que terão mais espaço.

"Herdamos um país com 12 milhões de desempregados e inflação fora do controle. Precisamos corrigir isso e não vamos corrigir sem desgaste. Contamos com o apoio da base aliada e daremos mais espaço ao PSDB e ao DEM.

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Os problemas existiram, mas não há crise", disse o político, referindo-se a uma crítica dos tucanos à posição do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) por ocasião da votação da última quarta, que determinou o impeachment da Dilma Rousseff.

A presidente afastada também foi tema da conversa de Geddel com a Folha. Para o Ministro, a ex-governante reassumiu a posição secundária #Dentro da política nacional. "Eu não levo em conta o que diz, à partir de agora, a ex-presidente Dilma Rousseff, porque ela volta a ser o que era: um poste sem luz", resumiu sem esconder a ironia.

Sobre o PT (Partido dos Trabalhadores), Geddel foi ainda mais enfático. Ele acredita que a antiga base governista vive por um momento de perda de identidade e, especialmente, de credibilidade junto à população. "O #PT vai voltar para a prateleira e, depois, volta para o debate.

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Ele passa por momento de grandes dificuldades e perda de credibilidade e bandeiras", cutucou o ministro.

Em sua primeira viagem internacional após sua efetivação no cargo, Michel Temer, acompanhado de José Serra (Ministro do Itamaraty) e Henrique Meirelles (Ministro da Fazenda), chegou a Xangai às 22h (de Brasília) da última quinta para a reunião do G-20, que acontecerá entre domingo e segunda da próxima semana. Nesse encontro, o presidente tentará convencer que o Brasil superou a crise provocada durante o período o impeachment e vive um momento de estabilidade político-econômica.