Nesta manhã de terça-feira (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), Luís Roberto Barroso, deu uma palestra no Congresso da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) sugerindo reformas no país. O ministro levou dez questões para serem analisadas, com ênfase no combate à corrupção. Barroso achou melhor não citar nomes de políticos corruptos ou empresas com irregularidades.

De acordo com o ministro, a reforma política deve ter base em três pilares: baratear o custo das eleições, fortalecer o regime democrático no país e diminuir o número de partidos políticos. Barroso comentou que tem muitos partidos que só existem para vender horários de rádio e TV para outros, arrecadando recursos do fundo partidário. 

Impunidade

Segundo Barroso, existem muitas fraudes no #Brasil, pois o sistema que pune não está funcionando adequadamente.

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"Só prende pobres e não serve para prevenção da delinquência", disse o ministro. A impunidade, atualmente, é muito forte no país e tem que haver um combate firme das autoridades.

Um outro item, que Barroso ressaltou, é o "preconceito contra a iniciativa privada". Barroso afirmou que o poder público intervém demasiadamente na atividade empresarial, com regulamentos e burocracias. "É preciso mudar essa intervenção do Estado, para que não ocorra problemas na economia".

Desigualdade social

O ministro defendeu na palestra a necessidade de várias mudanças para diminuir a desigualdade social. Ele citou a importância da reforma trabalhista, avanços na educação, preservação do meio ambiente e saneamento básico.

Para o ministro, existem muitas discussões que poderiam ser realizadas em instâncias inferiores ao Supremo Tribunal Federal.

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E não deixar tudo para a Corte determinar. Um dos casos é a respeito do foro privilegiado.

Barroso é professor de direito constitucional e agradeceu o convite para estar no Congresso dando palestra e colocando em discussões temas importantes para o país.

Para terminar, Barroso comentou que o Brasil se judicializou demais. A linguagem jurídica está mais frequente no dia a dia da população.