Enquanto protestos contra o novo governo marcam as ruas das capitais brasileiras e Michel Temer já atua como o novo presidente oficial, #Dilma Rousseff segue tentando resgatar o seu mandato. Mas, nesta quinta-feira, ela sofreu uma importante derrota no Supremo Tribunal Federal. Teori Zavascki, um dos ministros, negou uma liminar que solicitava a anulação da votação do #Impeachment no Senado.

José Eduardo Cardozo, ex-ministro de Dilma e seu advogado no processo de impeachment, protocolou a ação junto ao STF um dia depois da votação final do processo no Senado Federal. Na peça, Cardozo questionou a constitucionalidade do impeachment e alguns supostos equívocos em sua condução.

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Teori, por sua vez, afirmou que faltou "plausibilidade jurídica ao pedido".

Um dos argumentos de Cardozo era que, no parecer final do impeachment no Senado, estavam inclusas acusações que não constavam na Câmara, na primeira fase do processo. Na visão do advogado, isso atrapalhou o trabalho da defesa. O ministro do STF refutou a tese e lembrou que a defesa teve várias oportunidades para contradizer a denúncia.

"Cumpre consignar que a defesa teve iterativas oportunidades de contradizer os acusadores", escreveu Teori Zavascki em seu despacho, acrescentando que Dilma respondeu perguntas de 48 senadores na fase de interrogatório no Senado.

Por 61 votos a 20, Dilma Rousseff foi destituída da presidência após a aprovação do impeachment que a acusava de crimes de responsabilidade. Os crimes foram cometidos na edição de três decretos de créditos suplementares sem a apreciação do Congresso Nacional e também nas ditas "pedaladas fiscais", que correspondem aos atrasos nos pagamentos a bancos públicos para a realização do programa Plano Safra.

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