A decisão do Senado Federal  em realizar o "fatiamento" da votação do impeachment de Dilma Rousseff, acarretou críticas no meio jurídico, especialmente, a partir de afirmações de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O processo de #Impeachment da ex-presidente #Dilma Rousseff, culminou com o seu afastamento definitivo do mais alto cargo da República, porém, a partir de decisão , em se tratando de um requerimento formulado e apresentado pelo PT, o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski decidiu em favor da solicitação petista e uma nova votação foi realizada. A votação consistia em se avaliar, através do colegiado de senadores, se a ex-presidente arcaria com inabilitação para cargos relativos à função pública, ou se poderia manter seus direitos políticos, mesmo que afastada definitivamente da Presidência.

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Críticas de magistrados

Um dos mais combativos ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou duramente a decisão tomada no Senado Federal: "o que se fez lá no Senado Federal, na votação em separado, não em relação à proposição que estava a ser votada, mas em relação à Constituição Federal, é algo bizarro, delicado", enfatizou o magistrado. As críticas de Gilmar Mendes foram ainda mais contundentes ao afirmar que "é algo totalmente ilógico, já que se as penas são autônomas, o Senado poderia ter aplicado à ex-presidente, pena de inabilitação, mantendo-a no cargo". Ainda segundo o magistrado, "isso não passa na prova dos 9 do jardim de infância do direito constitucional. Juridicamente, isso é extravagante", ironizou, de modo enfático.

Gilmar Mendes sinalizou que, se o caso chegar ao #STF para julgamento, a Corte não deverá cancelar a sessão de votação do impeachment no Senado.

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Outra opinião semelhante, também foi proferida pelo ministro decano do STF, Celso de Mello. Segundo o magistrado, as duas decisões tomadas no parlamento, "são indissociáveis e ao sofrer processo de impeachment, a ex-presidente Dilma, fica proibida de assumir cadeiras públicas, além de disputar eleições", declarou o magistrado. Dilma Rousseff foi afastada definitivamente do cargo de presidente da República, por 61 votos a 20, em votação realizada no plenário do Senado Federal. Desta forma, assumiu efetivamente a presidência da República, Michel Temer.