O ministro da Cultura Marcelo Calero prometeu uma mudança na gestão cultural do Brasil que envolve um prazo de seis meses. O advogado e diplomata carioca já administrou a secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e agora como novo ministro da Cultura do #Governo, pretende reduzir o déficit do governo anterior de R$ 1 bilhão para R$ 300 milhões. Calero começou reduzindo cargos de comissionados, discutiu com muitos militantes e artistas a favor da ex-presidente Dilma Rousseff e avaliou que dentro de seis meses irá "desaparelhar"  por completo o ministério, e reformar o financiamento à Cultura. 

Em entrevista, Calero foi questionado sobre o filme "Aquarius" que foi alvo de grande polêmica.

Publicidade
Publicidade

O ministro disse que considerou a manifestação como parte da democracia e que não correlaciona o ato de manifestar como parte da obra de arte do filme. Calero aceitou um convite de Jorge Peregrino para um debate, porém foi interrompido por seis manifestantes, atitude que ele diz ter sido desnecessária e desrespeitosa. 

Calero comentou que parte das pessoas que estão sendo contra sua gestão, se associa a uma "patrulha ideológica contra quem quer aproximação". O ministro enfatiza que até o final de 2018 ele entregará um ministério da Cultura muito melhor do qual ele encontrou e que pretende mostrar trabalho para a população. Ele menciona o "Programa de Valorização ao Servidor", que tem o objetivo de cortar cargos de pessoas que não tinham a ver com o ministério. Com esse corte, Calero quer inverter a situação, colocar 60% de cargos de confiança de servidores de carreira ao invés de 60% de cargos de confiança preenchidos por pessoas de fora. 

'Minha Casa, Minha Vida'

O ministro disse que fará um acervo bibliotecário em locais do conjunto "Minha Casa, Minha Vida". Com parceria do Itaú Cultural, será combinado com construtoras que deixem um espaço para uma área comunitária, o MEC seria responsável pela distribuição de livros e o #Minc pela administração. 

Calero foi questionado sobre o "Vale Cultura", ele diz que o projeto não prosperou por falta de vontade de políticos e enfatizou que irá reforçar, pois envolve cerca de 50 mil trabalhadores.  #Michel Temer