Nesta quinta-feira, 1º de setembro, pela manhã, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, voltou a causa polêmicas a respeito da Lei da Ficha Limpa, que pode impossibilitar políticos de se candidatarem. O jurista, que também é Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), disse dessa vez que nunca teve a intenção de ofender os "bêbados" do Brasil ao falar novamente da lei que teve iniciativa popular. Ele fazia referência ao fato de em 17 de agosto, ter dito que a legislação que proíbe corruptos de chegarem ao poder, seria tão mal feita, que parecia ter sido realizada por bêbados.A fala de #gilmar mendes irritou entidades jurídicas, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

Dessa vez, o novo comentário foi feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto a casa discutia um caso envolvendo o atual prefeito de uma cidade do Ceará, Boa Viagem.

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O prefeito é Fernando Assef, do PSD. Ele chegou a ter sua candidatura proibida justamente por conta da Lei da Ficha Limpa. Por isso, recorreu ao TSE para tentar reverter a decisão. A legislação, que teve forte apoio do então deputado federal Índio da Costa. A partir dela, ficam inelegíveis todas as pessoas com contas rejeitadas e que tiverem exercido uma função pública ou mandato, podem ser canceladas. O cancelamento vale por oito anos. 

Na época em que foi lançada, a lei foi aclamada, mas hoje na prática ela só provoca algumas dificuldades. Isso porque políticos costumam ter advogados, que recorrem de diversas decisões e a Justiça geralmente é lenta, fazendo com que os processos demorem tanto para serem julgados que as Eleições muitas vezes acabam acontecendo e até a posse já foi dada.

“Numa referência que fiz, quando disse que a legislação parecia ter sido feita por bêbados, mas não queria ofender os Alcoólatras Anônimos, nem os bêbados", disse Gilmar Mendes, que em seguida, explicou que seu objetivo foi dizer que a legislação teria sido feita por pessoas que pareciam não estarem no melhor de seu psicológico.  #STF