Nesta segunda-feira (19), a Justiça Federal recusou o arquivamento das diligências que fundamentaram as supostas ameaças á Sérgio Moro. O juiz federal é responsável pela condução da Operação Lava Jato que apura o maior escândalo de corrupção no país. As palavras: "Nós vamos nos livrar do Moro", foram proferidas por Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (#CUT), e anunciadas publicamente em uma das manifestações na Avenida Paulista.

A decisão foi acobertada pelo despacho do juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal, na Comarca de São Paulo, que indeferiu o feito do Ministério Público Federal (MPF), uma vez que, resolveu finalizar as investigações, argumentando que os dizeres do presidente sindicalista são apenas: "liberdade de expressão exercida em meio a paixões políticas", sendo o fato considerado atípico pela procuradoria.

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O Mazloum alegou discordância com os procedimentos do MPF e de imediato, resolveu encaminhar o inquérito para a análise da PGR, ou seja, da Procuradoria Geral da República conforme disposição do artigo 28, do Código de Processo Penal.

A previsão do artigo estabelece que, quando o órgão do Ministério Público ao invés de apresentar a denúncia propõe o arquivamento do inquérito ou das informações probatória e o juiz do feito, discordar, deverá enviar o caso, imediatamente, para a competência da PGR a qual apresentará denúncia, constituirá novo procurador ou acolherá a recomendação anterior de arquivamento do feito. Lembrando que o juiz deverá recepcionar o que for decidido pelo Procurador Geral da República.

A ameaça contra Moro foi anunciada em março desse ano, no palanque instalado na Avenida Paulista, quando reunidos, os manifestantes do Partido Trabalhista (PT) e alianças participavam de protestos junto ao ex-presidente Lula e o futuro candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

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O acontecimento deu origem antes da fase Aletheia, ou seja, desdobramento da Lava Jato em que #Lula foi levado coercivamente pela Polícia Federal (PF) para depoimento. Também anterior aos registros de áudio interceptados no aparelho telefônico do petista, que gravou a ex-presidente Dilma, ministros, parlamentares e o próprio Vagner Freitas, presidente da CUT.

A reportagem do jornal "Metrópoles" trouxe alguns trechos da outras falas de Vagner Freitas naquela ocasião: "Um golpe, um juiz de toga acha que pode substituir o voto", e continuou: "Juiz é pra julgar, quem manda somos nós", alegando que eles são quem possui o voto, e afirmando que não se deve obedecer a "ditadura do Poder Judiciário", apresentando indignação ao sinalizar que o juiz Sérgio Moro, utilizou-se dos grampos para ferir o próprio país e não os petistas Lula e Dilma. Ao final concluiu: "E nós vamos nos livrar do Moro", completou o jornal.

  #Sergio Moro