Em qualquer país democrático, as diferenças de ideologia são realmente bem vindas, mas em 31 de agosto, com o afastamento definitivo da agora ex-presidente Dilma Roussef, que foi eleita com 54,5 de votos, o que se notou no país foi um acirramento e divisão social ainda maiores no seio da sociedade brasileira. Rousseff, após decisão do seu afastamento definitivo da presidência da República pelos controversos senadores do Brasil, fez no Palácio da Alvorada um pronunciamento sem meias palavras, afirmando que a "a história será implacável com eles (os denominados golpistas pelo ex-governo)", e disse ainda que absolutamente “nada poderá nos fazer recuar.

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Não direi adeus a vocês, tenho certeza que poderei dizer ‘até daqui a pouco’". 

Tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como alguns dos ex-ministros da presidente e representantes de movimentos sociais diversos, estavam ao lado de Dilma por ocasião do discurso em questão, sendo que a mesma fez questão de não poupar palavras ao que ela e seus aliados que permaneceram até o final da jornada do processo de #Impeachment chamam de “governo golpista” que assumiu o poder no país

A história registrará nos seus capítulos que o ocorrido no dia 31 de agosto foi uma “injustiça... senadores decidiram rasgar a Constituição. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar", reiterou abertamente a ex-presidente eleita pelo povo, #Dilma Rousseff, assim como o seu antecessor Luiz Inácio. 

No discurso derradeiro dessa “guerreira do povo brasileiro” mais oprimido como alguns jornalistas assim a denominam, não faltou a promessa de que Temer e seus asseclas sofrerão uma oposição determinada, que somente um “governo golpista pode sofrer". 

O que Dilma fez questão de ratificar foi a ideia de que 61 senadores que votaram pelo seu impeachment, só fizeram se sobrepor a escolha democrática de 54,5 milhões de votos, ou seja, tudo isso que está acontecendo não passa de uma grande fraude jurídica que se consolida por meio do golpe, que segundo a própria Dilma, cerceará o direito de luta dos movimentos sindicais e sociais neste imenso Brasil.

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Só quem vai sair perdendo com isso são os jovens, negros, indígenas, a população LGBT, as representantes do sexo feminino, o povo, a nação como um todo

O golpe tem o ranço da misoginia, da homofobia, do racismo temperado com as “especiarias” do preconceito, da intolerância e da violência, dissertou a sempre líder Dilma Rousseff, ao menos líder de quem se manteve fiel ao voto na ex-presidente. 

Dilma se dirigiu de modo especial às mulheres que a apoiaram com carinho e flores, pois segundo Rousseff, as mulheres das próximas gerações terão de saber que em um dia do passado, tanto o machismo quanto a misoginia mostraram as garras feias para com uma mulher eleita pelo voto direto. 

O poema do poeta da Rússia, Maiakovski, foi escolhido por Dilma Rousseff para encerrar o seu discurso com as seguintes palavras literais: “não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado, as ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta".

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Enfim, hoje milhões de brasileiros, simpatizantes de Dilma, ficaram um pouco mais tristes e sem tantos sonhos. #Crise-de-governo