A sessão da Comissão Geral sobre a #Violência contra a mulher ocorrida na última quarta (14) foi marcada pela confusão gerada pelos deputados federais Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Eduardo #bolsonaro (PSC-SP), respectivamente pai e filho. Ao se revoltar por não ter pedido de resposta acatado, Jair Bolsonaro subiu à mesa da Casa e cometeu violência verbal contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que presidia a sessão. Bastante exaltado, o deputado teve que ser contido por outros parlamentares e foi retirado da mesa sob vaias de integrantes de movimentos feministas.

Em um outro momento, uma confusão envolvendo Eduardo Bolsonaro e Daniela Teixeira, vice-presidente da OAB-DF, culminou em ameaças diretas.

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Eduardo Bolsonaro teria dirigido à Daniela a frase: "Te pego lá fora", que evidencia uma ameaça de agressão real.

As posturas dos parlamentares da família Bolsonaro teriam sido motivadas pela menção do caso ao qual Jair Bolsonaro responde como réu no Supremo Tribunal Federal, no qual ele foi denunciado por ter dito em plenário que não estupraria Maria do Rosário "porque ela não merecia", fala que foi duramente criticada por movimentos sociais, jornalistas e intelectuais.

As atitudes de pai e filho foram alvo de duras criticas entre internautas e a imprensa. Tal acontecimento foi ainda mais simbólico pelo fato dos parlamentares terem protagonizado lamentáveis cenas contra mulheres justamente em uma sessão que pretendia discutir a violência contra a mulher, o que se torna ainda mais perigoso por tais atitudes serem interpretadas pelos admiradores dos deputados como algo "legítimo".

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Uma coleção de polêmicas e posturas condenáveis

A confusão de ontem é mais uma na extensa coleção de polêmicas envolvendo Jair Bolsonaro. Há poucas semanas, o deputado causou indignação ao opinar sobre a denúncia de estupro envolvendo seu aliado político Marco Feliciano (PSC-SP): ao ter sua opinião solicitada, Bolsonaro teria dito que "se foi fora da Câmara, não tenho nada a falar".

A forma como o deputado negligencia determinados discursos também parece influenciar negativamente seus seguidores que, principalmente na internet, atacam movimentos sociais e pessoas que discordam de Bolsonaro. Um caso recente envolveu a nadadora Joanna Maranhão, que já manifestou publicamente não ser simpatizante de Bolsonaro. Após ter sido desclassificada nos Jogos Olímpicos do Rio, Joanna recebeu centenas de ofensas de simpatizantes do deputado em sua página no Facebook, que iam desde xingamentos variados junto a menções de admiração a Bolsonaro, até ameaças de estupro, que motivaram a nadadora a encaminhar denúncia contra os internautas. #Câmara