As #Eleições estão em sua reta final, mas, para alguns candidatos, a comemoração de uma possível vitória pode vir seguida do desespero por problemas com a Justiça. Em março desse ano, Rubens Furlan tornou-se réu de uma ação civil pública junto com outros réus, sob a acusação de desviar mais de R$ 70 milhões dos cofres públicos durante a gestão do Grêmio Barueri.

Segundo a denúncia, o desvio teria ocorrido entre 2002 e 2007 em prol do clube esportivo Grêmio Barueri, que chegou a jogar na primeira divisão do Paulistão e do Brasileirão e Furlan não teria feito nada para evitar. O político, por sua vez, alega que a irregularidade aconteceu no mandato de seu antecessor.

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De 2002 a 2004, o prefeito da cidade era Gil Arantes, o mesmo que governa atualmente. Em 2004, Rubens Furlan foi eleito pela terceira vez, cumprindo dois mandatos seguidos. Desde que a ação foi ajuizada em março, do qual figuram outros réus além de Furlan, dentre eles o clube esportivo Grêmio Barueri e seus antigos dirigentes, vários recursos foram apresentados. Os dois últimos foram interpostos pela defesa de Rubens Furlan.

No último dia 19 de setembro, a ministra Laurita Vaz do STJ, não reconheceu o agravo em recurso especial interposto por Rubens Furlan no processo 2016/0229163-5. Além desse processo, Furlan teve quatro contas públicas rejeitadas pelo Tribunal de Contas referente ao 3 e 4 mandato como prefeito, entretanto, cabe a Câmara decidir se as rejeita em definitivo em uma votação.

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A Coligação Novo Tempo, de seu partido, PSDB, possui 23 siglas, incluindo o PCdoB e todas as siglas consideradas de direita, como PMDB, PSC, DEM, entre outros.

Furlan é o provável vencedor das eleições de domingo, devido todos os antigos opositores terem se tornado seus apoiadores. Os três candidatos que disputam com Rubens são de partidos de esquerda com pouca visibilidade no município e mesmo se houver grande número de abstenção, o mesmo poderá ser eleito, entretanto, nada garante que ele consiga levar o mandato até o final, haja vista os processos que luta para provar sua inocência, além da possibilidade de ter as contas recusadas em uma eventual renovação da Câmara Municipal.

Em agosto do ano passado, tornou-se inelegível pela justiça eleitoral sob acusação de abuso de poder econômico na campanha de seu ex-vice prefeito, Carlos Zicardi. Antes disso, em 2013, já havia ficado inelegível ao ter suas contas públicas rejeitadas pela Câmara. Em junho desse ano conseguiu que um ministro revogasse a decisão, bem como os mesmos vereadores que votaram pela rejeição de suas contas, aprovaram a anulação da sessão por ‘falta de defesa’ do acusado. Furlan é pai da deputada federal, Bruna Furlan. #Polêmica #Eleições 2016