A Polícia Federal, através da força-tarefa da Operação #Lava Jato, divulgou mais uma leva de codinomes que foram encontrados, a partir da apreensão de uma planilha do empresário Marcelo Odebrecht. A Lava Jato é uma das maiores operações de combate à #Corrupção no Brasil e é comandada, em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir das dependências da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. As evidências e provas substanciais que deflagraram a fase atual da Operação Lava Jato, chamada de "Ormetá", responsável pela prisão do ex-ministro de Lula, Antonio Palocci, reforçam a utilização de codinomes para se referir aos envolvidos no esquema de corrupção que desviou bilhões de reais dos cofres públicos da Petrobras.

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As relações obscuras entre o ex-ministro petista e  empreiteiros ligados à Construtora Odebrecht, reforçam a "criatividade" dos empresários em criar codinomes para que pudessem destinar propinas, através de contratos públicos fraudulentos.

Apelidos curiosos

A nova leva de apelidos, considerados curiosos e inusitados, foi alvo de análise dos investigadores da Operação Lava Jato. Após a primeira divulgação da planilha da Odebrecht, que apresentava codinomes como: "caranguejo" que se referia ao deputado cassado Eduardo Cunha, e "atleta", com referência ao presidente do Senado, Renan Calheiros, uma nova leva de codinomes foi divulgada. Os codinomes: "Casa de doido",  "Bolinha", "Pavão", "Barba negra", "Ganso", "Gordo/Magro", "Voador", "Beija flor", "Dunga", "Cassino" , entre outros, se referem a obras no estado do Rio de Janeiro, como o estádio do Maracanã, o complexo penitenciário do Japeri, além de obras realizadas na estação General Osório do metrô e no aeroporto Santos Dumont.

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Já os codinomes: "Santista", "Corintiano", "vizinho", "estrela", "Brasileiro", "Campinas", "Ibirapuera", "Casa de doido-SP", "Cambada em SP", além de outros apelidos inusitados, correspondem a valores em tabelas, de modo discriminado, para designar a divisão de valores relacionados à Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) e contratos relacionados às obras das linhas 2 e 4 do metrô de São Paulo.

Os agentes federais apuraram também que um dos e-mails que foi capitaneado pelo empresário Marcelo Odebrecht, preso pela Polícia Federal, cita o presidente do PT, Rui Falcão, como beneficiário de R$ 50 mil em quatro parcelas mensais, dos quais R$ 10 mil viriam dos cofres da Odebrecht. Além dele, também são citados, dois ex-vereadores paulistanos, Ricardo Montoro (PSDB) e Tião Farias (PSDB), como beneficiários das quantias de R$ 6 mil e R$ 3 mil, respectivamente. #Petrolão