As investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, comandadas pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal de Curitiba, no Paraná, se desdobram em novas descobertas com relação a pagamentos direcionados ao ex-presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro da Silva. Os agentes federais investigam o pagamento de R$ 68 mil efetuado pela empresa de um sócio do filho caçula do ex-presidente Lula, Luís Cláudio #Lula da Silva. Segundo as investigações, o pagamento foi realizado para a J Nobre Consultoria e Engenharia, através da empreiteira Andrade Gutierrez, para pagar propinas ao ex-presidente da Eletronuclear, nas obras da Usina Nuclear de Angra 3.  

Compra de medidas provisórias

O filho caçula do ex-presidente Lula, Luís Cláudio, está envolvido em investigações que remontam à venda de medidas provisórias, sob âmbito da Operação Zelotes, da Polícia Federal.

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Segundo as apurações, Luís Cláudio teria recebido valores da empresa Marcondes & Mautoni. A empresa mencionada é acusada de atuar na compra de medidas provisórias do governo, à época das gestões petistas de Lula e posteriormente Dilma.

Porém, a empresa investigada no âmbito da operação Lava-Jato, é a HZ Administração e Participações. Ela tem como sócio, o empresário da região do ABC paulista, José Antonio Fragoas Zuffo. O empresário é um dos parceiros comerciais do filho caçula do ex-presidente Lula, na empresa ZLT 500 Sports Gerenciamento e Marketing de Competições Esportivas. Entretanto, a empresa aberta no mês de agosto de 2010, encontra-se atualmente, desativada. Já a J Nobre declarou à Receita Federal, ter recebido a quantia de R$ 68 mil, através de quatro pagamentos provenientes da HZ Administração e Participações, durante os meses de outubro de 2011 e junho de 2012.Os valores dos pagamentos efetuados não chamam à atenção dos investigadores da força-tareda da Lava-Jato, mas sim a relação da família de Lula com empresas de fachada utilizada por empreiteiras envolvidas no escândalo de #Corrupção da Petrobras.

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O objetivo dos agentes é poder mapear qualquer tipo de transação financeira realizada em relação ao caso. Um das suspeitas é a "teia" de empresas nas quais o filho de Lula e seus sócios possuem participação. O Instituto Lula , através de sua assessoria, afirmou que não iria comentar o caso, já que não há acusação formal contra o filho do ex-presidente da República. #Lava Jato