Os escândalos de #Corrupção vêm à tona, de acordo com todo o trabalho desempenhado pela Polícia Federal, que investiga esquemas criminosos de repasse de dinheiro público, de modo ilícito, através da utilização de empresas que efetivam esses negócios, de modo obscuro. As investigações, a partir do desdobramento de novas descobertas, incluem agora como suspeito, o presidente do Senado Federal, #Renan Calheiros.

O 'homem da mala'

Um lobista é conhecido nos corredores do Congresso Nacional, especialmente no Senado da República, como o operador do presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Trata-se do lobista Milton Lyra. No início do mês de julho deste ano, agentes federais cumpriram decisão de busca e apreensão na residência do operador e puderam constatar, com altíssimo grau de suspeição e fortes indícios, de acordo com a solicitação da Procuradoria-Geral da República, de que Lyra intermediava repasses de recursos ilícitos.

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Ou seja, propinas, que eram utilizadas através de repasses de empresas, tendo como destinatário o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros. As investigações também dão conta de que outros senadores do PMDB também fizeram parte do esquema criminoso, já que eram indicados por Calheiros.

Os desdobramentos foram ainda mais longe, a partir da consumação de um processo de colaboração premiada, por parte de um ex-diretor da empresa Hypermarcas, chamado Nelson Melo. O empresário apontou, em seu acordo de delação, que ele propriamente efetuou pagamentos destinados a Renan Calheiros, além de outros senadores do PMDB. Os pagamentos foram intermediados pelo lobista Milton Lyra, "o homem da mala". O montante de desvios totalizava na ordem de R$ 26 milhões.

A 'máfia da merenda'

O mais intrigante que os agentes federais puderam analisar é que esses recursos ilícitos eram propina que tinha como origem contratos para fornecimento de merenda escolar às unidades de ensino municipal de Maceió, capital de Alagoas.

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A revelação foi obtida através do depoimento de Genivaldo Marques dos Santos. Ele é ex-funcionário do grupo SP Alimentação, que se tornou pivô do escândalo da máfia da merenda escolar nas escolas de São Paulo. O operador Milton Lyra afirmou, em nota, que desconhece o referido "suposto delator". #Polícia Federal