A #Polícia Federal iniciou a Operação Sevandija na semana passada e já causa grande alvoroço na cidade paulista de Ribeirão Preto. A prefeita da cidade, Dárcy Vera, do PSD, é alvo principal da operação policial.

A prefeita teve um pedido de prisão temporária emitido pela PF, mas o mesmo foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, pois não apresentava fundamentos suficientes para a medida que tiraria a liberdade de Dárcy. No dia 1 de setembro, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência da prefeita e a partir daí ela decidiu não se pronunciar para a imprensa.

Sua única declaração sobre o assunto foi por meio de nota, em que afirmou que se pronunciaria primeiro em juízo e depois para a imprensa.

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Nessa sexta-feira, equipes de jornalismo tentaram falar com Dárcy, mas não obtiveram êxito. A imprensa não é mais recebida na prefeitura.

Entenda a investigação

A Operação Sevandija visa investigar o desvio de exatos R$ 203 milhões decorrentes de licitações feitas pela prefeitura de Ribeirão Preto. Os contratos de licitação eram “alimentados” por três fontes de recebimento de propina. Até o momento, onze pessoas estão presas e dezessete foram levadas, coercitivamente, para depor. Dentre os presos, está o secretário de educação do município. Já dentre os conduzidos para depor, estão nove vereadores da base aliada de Dárcy Vera.

A PF começou a investigar o caso quando descobriu superfaturamento na compra de catracas para escolas. A diferença no valor das mesmas foi de R$ 26 milhões. As empresas envolvidas no esquema, como as de venda e manutenção de catracas, possuíam em seu quadro de funcionários diversas pessoas indicadas por funcionários públicos, sobretudo vereadores influentes.

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No decorrer das investigações, os agentes federais também descobriram irregularidades junto ao Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP) e na Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto (Coderp). Também constataram que a prefeitura cobrava propina de escritórios de advocacia que entraram com uma ação coletiva em 1997, pedindo o valor de R$ 800 milhões do Plano Collor, para funcionários públicos da cidade.

O acordo foi feito em 2012 e a prefeitura aceitou pagar a dívida, desde que os advogados pagassem propina, uma vez que receberiam um valor alto pela causa ganha. Interceptações telefônicas comprovam as suspeitas da polícia. As investigações continuam. #Corrupção #Casos de polícia