Além da prisão do ex-ministro Antônio Palocci do governo Lula e Dilma na 35° fase da Operação Lava Jato, houve também a prisão do sociólogo Branislav Kontic que foi responsável por fazer o intermédio entre contas de Palocci, Odebrecht e o Partido dos Trabalhadores. Kontic foi um assessor especial do ex-ministro Palocci, e ficou conhecido como o "braço direito", ele ajudava Palocci a realizar encontros com o PT e Marcelo Odebrecht. 

Kontic que também é chamado de "Brani", teve seus bens imóveis na mira da PF para busca e apreensão e suas contas bloqueadas. Investigadores descobriram mensagens trocadas entre Kontic e Marcelo Odebrecht, em meados de 2010.

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Marcelo enviou uma mensagem perguntando sobre uma medida provisória, para que o Grupo Odebrecht fosse beneficiado com incentivos fiscais. De acordo com as mensagens que foram encontradas pela PF, era evidente que Kontic tinha consciência sobre os esquemas de Palocci. 

A Polícia Federal enfatizou que Palocci exercia mais influência que o ex-ministro José Dirceu, que também foi preso na Operação Lava Jato. Em uma entrevista coletiva, após a prisão de Palocci, a polícia enfatizou que o ex-ministro da Fazenda de #Lula mantinha o andamento de uma "conta-corrente". Ele chegou a receber R$ 128 milhões em propinas e parte desse dinheiro ficou com o Partido dos Trabalhadores. Palocci era conhecido como "italiano", e sua relação com a Odebrecht comprovava que ele agia para pagamentos ilícitos fossem destinados ao PT.

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Assessor de Marta Suplicy

O sociólogo Kontic foi assessor especial da Marta Suplicy na sua gestão na Prefeitura de São Paulo entre os anos 2001 e 2004. Kontic era pessoa de confiança de Marta, pois chefiou cargos como o Emurb (Empresa Municipal de Urbanização) e o Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo). Kontic também foi sócio de Luis Favre, ex-marido da Marta Suplicy, na empresa "Epoke Consultoria Política".

Marta Suplicy nega quaisquer assimilações, dizendo que não nunca houve relação empresarial com seu ex-marido e nem com Kontic, e que ela apoia as investigações da Operação Lava Jato. #Dilma Rousseff #Corrupção