O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), tenta a corrida pela reeleição na maior cidade do país. No entanto, ele sofre muitas acusações. Nos últimos meses, em dias frios, moradores de rua foram retirados das calçadas. Outros tiveram até papelões e cobertores retirados. Alguns morreram. Haddad foi acusado então de promover a "matança" e ser "higienista" com os mendigos. Nesta terça-feira, 13, ele acabou discutindo justamente com esses sofredores de rua. Ao ir pedir votos perto do viaduto na Praça Roosevelt, no Centro da capital, ele foi abordado por dez pessoas que moram embaixo da via. 

Os moradores de rua estavam revoltados e não deixavam nem o candidato, que defendeu a ex-presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, falar para os seus possíveis eleitores.

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Pedir voto ficou complicado para o petista. Ele precisou ouvir grupos de "higienista" e em muitos acabou batendo boca com os manifestantes. Em outros momentos, Haddad tinha o apoio de artistas, que estavam ali para debater projetos culturais na região. Essas pessoas chegaram a vaiar os moradores de rua, por protestarem contra a retirada deles da região embaixo do viaduto, onde tem barracos. 

Segundo uma reportagem publicada nesta terça pelo jornal 'O Estado de São Paulo', a prefeitura pediu a reintegração de posse da região. Pelo menos trezentas pessoas estariam vivendo no local. O prefeito de São Paulo, afim de dispersar a pequena multidão, comprometeu-se a rediscutir o assunto com o grupo. No entanto, a reintegração de posse do espaço ainda continua com o processo em andamento. Ou seja, a qualquer momento, um juiz pode autorizar a polícia que use até força para tirar os mendigos da região. 

Por apoiar Dilma, ser do #PT e ter políticas consideradas errôneas, #Fernando Haddad tem sofrido grave rejeição nas pesquisas eleitorais, que mostram que ele não deve nem mesmo ir para o segundo turna.

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Isso também tem ocorrido em outras cidades onde candidatos usam a legenda de Rousseff.