Na tarde de hoje (29), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, se reuniu com o presidente Michel Temer para apresentar o novo "#Livro Branco", como também é chamado. Este documento serve de referência para as políticas sociais, militares e desenvolvimentistas das Forças Armadas. Após essa reunião, o ministro, na companhia dos chefes da forças militares e do ministro-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, apresentou o novo documento em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

O documento deve ser editado a cada quatro anos, sua última edição foi em 2012. “Esse é um documento democrático, nacional, está, portanto, aberto às contribuições da sociedade brasileira”, disse o ministro. “Há ali um inventário da estratégia, da visão, de como nós estamos distribuídos.

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Nossas ações estão todas lá, abertas para os brasileiros, mas também para os nossos vizinhos. Nós queremos que eles saibam que nós temos a #Defesa e que apostamos na paz e estabilidade”, completou.

O ministro destacou a atuação das Forças Armadas em projetos sociais, como na Amazônia e no nordeste, onde o exército abastece com recursos hídricos as regiões de seca. Ele ainda destacou que é "indissociável a relação da defesa com a diplomacia e com o comércio", pois o Brasil, mesmo sendo um país pacífico deve garantir que sua vontade seja respeitada e garantir a proteção das nossas riquezas, como o pré-sal. Para isso, lembrou que o Brasil tem quatro submarinos, sendo um deles com propulsão nuclear.

O ministro também citou algumas atribuições de cada área das Forças Armadas para garantir nossa soberania.

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O exército teria uma função primordial no desenvolvimento de nossas defesas cibernéticas e lembrou que o Brasil, durante as olimpíadas, sofreu mais de 1.500 ataques desse tipo, mas que nenhum deles conseguiu derrubar os sistemas de segurança do país. A aeronáutica, por sua vez, teria prioridade no desenvolvimento de tecnologia aeroespacial, com, inclusive, lançamento de satélites de baixa e alta altitudes.  A marinha teria, por sua vez, uma função primordial no desenvolvimento de tecnologia nuclear, mas, destacou ele, para fins pacíficos e de desenvolvimento nacional. #Raul Jungmann