O novo presidente do Brasil, Michel Temer, disse que irá iniciar uma "nova era" politica de seu governo para que país vença a grande crise política e econômica, pouco depois de ser empossado como presidente, após o #Impeachment de sua antecessora, Dilma Rousseff. Mais cedo, o Senado brasileiro obteve 61 contra 20 votos para remover Rousseff do cargo, por quebrar as leis do orçamento federal.

Falando em uma reunião de gabinete televisionada depois do juramento de posse, Temer disse que suas prioridades eram para consertar a economia do Brasil, atrair investimentos estrangeiros, reduzir o desemprego e começar a reforma do sistema de pensões.

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“A partir de hoje, iremos inaugurar uma nova era de dois anos e quatro meses. Nós temos que sair daqui com aplausos do povo brasileiro,” disse #Michel Temer, na primeira reunião com seu gabinete.

Mas ele alertou que não iria tolerar divisões dentro de sua presidência. Temer demonstrou irritação quando alguns de seus aliados haviam votado a favor para conceder direitos políticos a #Dilma Rousseff, sem consultar o seu governo.

Dilma Rousseff foi acusada de uso ilegal de dinheiro de bancos estatais para cobrir déficits no orçamento federal em um esforço para impulsionar sua popularidade na eleição presidencial de 2014. Ela negou irregularidades e acusou seus adversários políticos de usar o julgamento como uma forma de derrubá-la e eliminar a democracia no Brasil.

"Eles decidiram interromper o mandato de um presidente que não havia cometido nenhum crime.

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Eles condenaram uma inocente e realizaram um golpe parlamentar", disse Rousseff em um comunicado, após a votação no Senado.

Advogados do lado do pró-impeachment, no entanto, argumentaram que a alegada corrupção de Dilma, contribuiu diretamente para as questões econômicas que o Brasil tem experimentado ao longo dos últimos anos.

"O mundo precisa saber que não estamos apenas para votar sobre questões de contabilidade", disse Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment contra Rousseff. "Impeachment é um remédio constitucional que precisamos decorrer quando a situação fica particularmente grave, e é isso que tem acontecido.”.

Relações congeladas

Recentemente, a Venezuela retirou o seu embaixador do Brasil e congelou laços em resposta à remoção da presidente Dilma Rousseff do cargo.

O presidente do Equador, Rafael Correa, chamou a votação no Senado do impeachment de Rousseff como "um pedido de desculpas por abuso e traição".

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela condenou a remoção de Dilma como um "golpe de Estado parlamentar".

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Dilma Rousseff foi condenada por senadores, ao manipular ilegalmente o orçamento nacional. A votação terminou após 13 anos de governo populista na maior economia da América Latina, privando líderes socialistas da Venezuela de um aliado importante.

No Equador, o presidente Rafael Correa usou o Twitter para desabafar sua raiva sobre o Brasil. "Nunca vamos tolerar estas práticas, que lembram as horas mais escuras da nossa América", escreveu Correa, fazendo  referência a ditaduras militares do passado.

Argentina reconhece a importância de Temer no poder

O governo argentino expressou respeito pelo processo institucional do Brasil e reiterou a sua vontade de continuar avançando em direção a uma integração real e eficaz, baseada no respeito pelos direitos humanos, nas instituições democráticas e do direito internacional.

A  Argentina também renova o seu compromisso de continuar a trabalhar com o Brasil em questões de interesse mútuo e o fortalecimento do MERCOSUL.