No início dos anos 2000, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha uma espécie de braço-direito, Antonio Palocci. O ex-Ministro da Fazenda do governo petista chegou até a ser cogitado como sucessor de Lula. No entanto, já atolado em investigações, Palocci acabou sendo preterido e o nome de Dilma Rousseff tornou-se o mais forte dentro do Partido dos Trabalhadores. Nesta segunda-feira, 26, o ex-Ministro foi preso na 35ª Operação da Lava Jato. Ele é apenas um dos muitos petistas que foram parar atrás das grades durante as investigações contra a corrupção na Petrobras, que na segunda instância é comandada pelo juiz federal Sérgio Moro. 

Segundo informações do site da Revista Veja, Palocci foi preso por ser suspeito de intermediar a corrupção, sendo um viés dos interesses da empreiteira Odebrecht, a maior do país.

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O dono da empresa, Marcelo Odebrecht, já está em estadia na cadeia desde junho de 2015. Essa atual fase é considerada uma das mais importantes e bombásticas fases da Lava-Jato. Ela tende a agilizar uma possível prisão de Lula, que já é acusado oficialmente na Operação. Após uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF), o juiz federal Sérgio Moro aceitou investigar oficialmente o petista pelo crime de corrupção. Ele já era alvo da justiça federal de Brasília, mas por supostamente tentar atrapalhar o trabalho da polícia federal e de procuradores. 

Lula é considerado pelo MPF o maestro que guiava toda a propina. As suspeitas de novas benesses em favor de Lula, e que envolve agora Palocci, teriam intermediação do pecuarista José Carlos Bumlai, outro que também já está atrás das grades.

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Ou seja, apenas o tempo parece ser fundamental para que o chamado principal nome também tenha esse caminho. O ex-presidente se defende, faz um discurso se colocando como vítima das acusações e alega que não existe qualquer prova contra ele. Lula falou até que se aparecer uma prova real, ele irá à pé até a sede da Polícia Federal para ser preso, mas até aí continuaria se defendendo.  #PT #Dilma Rousseff #Impeachment