Conhecida por suas ideologias socialistas, a classe dos professores brasileiros defende, invariavelmente, os partidos de esquerda. Não é incomum encontrar profissionais que lecionam nos mais diversos currículos participando de manifestações contra o governo de Michel Temer ou a favor do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados.

O processo de impeachment de #Dilma Rousseff foi classificado como golpe por muitos setores da sociedade civil e não apenas pela classe de professores, mas também por movimentos estudantis liderados por DCEs (Diretório Central dos Estudantes) e Centros Acadêmicos.

A ascensão da esquerda ao poder aconteceu com a eleição de Lula à Presidência da República, em 2002.

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Em seu primeiro mandato, o ex-operário contou com o apoio de 80% do Congresso e sua sucessora, quando reeleita em 2014, com 60%. Nem ele, nem ela podem reclamar que governaram sem a colaboração da Câmara de Deputados e do Senado Federal.

No entanto, as crises econômicas durante o segundo mandato de Lula abalaram as bases de sustentação do governo petista. Ainda assim, o ex-presidente conseguiu eleger e reeleger sua sucessora, ao contrário de Fernando Henrique Cardoso que, depois de enfrentar um período de estagnação da atividade econômica durante seu último mandato (1998-2002), não emplacou José Serra para dar continuidade ao governo peessedebista na Presidência da República.

A situação econômica é um fator preponderante para determinar a eleição, derrota ou mesmo o impeachment de um governante.

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Foi assim com Fernando Collor de Mello, que foi eleito em um período de hiperinflação no governo de José Sarney, bem como aconteceu com Lula, em 2002, que venceu o adversário do PSDB por conta de uma crise em que FHC acabou sendo diretamente responsabilizado.

Esta análise vem para explicar que o impedimento de Dilma Rousseff, acusada de praticar as chamadas "pedaladas fiscais", deu-se em razão da grave crise econômica em que o Brasil foi submetido durante um mandato e meio em que esteve sob o domínio da ex-chefe da Casa Civil do Governo Lula, com direito à dezenas de denúncias de escândalos de desvios milionários em corrupção nos órgãos estatais como a Petrobras, por exemplo.

Com os evidentes problemas no governo do PT, muitos aliados começaram a debandar antes mesmo do fim do primeiro mandato da presidente. A partir disso, o partido perdeu suas expectativas éticas e de participação popular no terreno esquerdista.

As manifestações de 2013 romperam um importante laço histórico que existia entre os movimentos sociais e o Partido dos Trabalhadores que, perdido, não conseguiu lidar com a dura realidade de enfrentar uma oposição oriunda, justamente, de quem, um dia, era aliado.

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Dilma Rousseff foi deposta por aliados e não por oposicionistas, logo, não houve golpe. A maior colaboração para seu impeachment definitivo veio por parte daqueles que a elegeram.

Mas um professor de história não pensa desta forma. Com o consentimento de um aluno, o mestre foi flagrado lecionando sobre o impeachment criando um paralelo entre o golpe de 1964 e o que ele classificou como o "golpe de 2016". A militância de esquerda do educador fica evidente no cabeçalho do quadro branco em que ele inicia a saudação com a frase "em 1º lugar, fora Temer", bordão repetido, principalmente, por todos os membros de partidos de esquerda no Brasil.

O aluno que fez a imagem parece concordar com o pedagogo que, pelo comentário, consegue formar a opinião de seus alunos contra o governo de Michel Temer e a favor dos partidos de esquerda. O estudante afirma que tem aulas com um professor de história consciente. #Crise no Brasil