O senador Álvaro Dias (PV-PR) é autor de um projeto de lei que está sendo analisado pelo Senado, e se aprovado retirará de ex-presidentes cassados pelo impeachment, em razão de crimes de responsabilidade, alguns benefícios que hoje são custeados pela União. De acordo com o senador, não é correto proporcionar benefícios para ex-presidentes que foram cassados por crimes que o Senado ou o Supremo Tribunal Federal (STF) condenaram. Por exemplo, o ex-presidente Fernando Collor (PTC) e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) têm à sua disposição quatro assessores e dois veículos oficiais, com motoristas e segurança. E toda essa despesa é a União que paga.

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Álvaro Dias ressaltou que os ex-presidentes, que perderam seus cargos, por violarem a lei, não merecem agrados da União e nem homenagens. O autor disse que o objetivo do projeto é recuperar o bom senso institucional e normativo.

O projeto está em tramitação no Senado e à disposição da Comissão de Constituição e Justiça para possíveis emendas.

Críticas

O senador Álvaro Dias criticou, nesta terça-feira (20), a tentativa de aprovação na Câmara, de uma medida de anistia a crime de caixa 2, que ajudaria políticos que possuem irregularidades em suas campanhas. Segundo o senador, essa atitude é uma manobra de "malandragem e escárnio".

O congresso tentou votar na segunda (19) à noite, uma proposta para livrar crimes de políticos, cometidos no passado. Dias se revoltou e disse que tudo isso ia prejudicar os trabalhos desenvolvidos pela Operação Lava Jato contra a corrupção no país.

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Reação forte no Plenário

Os líderes da Câmara tentaram votar o projeto, que foi barrado devido várias ações de deputados contrários à essa manobra.

Álvaro Dias falou que o correto, em discutir financiamentos de campanha, não é "passar uma borracha" sobre tudo o que aconteceu, mas sim buscar um novo modelo de financiamento que atenda as exigências da sociedade.

Se a manobra fosse aprovada, uma série de problemas iria acontecer. Ainda mais agora que a Lava Jato está tratando de assuntos estarrecedores, disse Dias. #ÁlvaroDias #Legislação #Senado Federal