Durante a noite dessa segunda-feira (19), ocorreu no plenário da #Câmara dos Deputados uma tentativa “frustrada” de tentar aprovar um projeto que iria abrir brechas na legislação para que políticos envolvidos na Operação #Lava Jato, que é comandada pelo juiz federal Sérgio Moro. De acordo com reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo, o texto do projeto que tentou ser aprovado iria estabelecer uma punição específica e direta para os envolvidos em crimes de caixa dois (uso de recursos não declarados à justiça para campanhas) durante período eleitoral. A intenção era aprovar um novo texto sobre a legislação já existente.

Caso fosse aprovado o novo texto, os deputados que elaboraram o projeto conseguiriam “anistiar” todos os denunciados por crime de caixa dois até o momento, pois de acordo com a legislação brasileira, “a lei não retroage” e por esse fato, os réus seriam beneficiados.

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Nas entrelinhas, o novo texto iria inibir a atuação do juiz Sérgio Moro e reduzir consideravelmente o poder de fogo de Moro, que sempre simplificou o crime de corrupção no país, atestando que corrupção é todo o recebimento de recursos que não estejam na contabilidade eleitoral das campanhas dos políticos.

Projeto entrou na pauta sem convocação explícita de deputados

Outro fato que chamou a atenção da mídia foi a forma como ocorreu a convocação para votar o projeto na noite dessa segunda-feira. Não houve uma convocação explícita da maioria dos deputados para participar da sessão que analisaria e votaria pela aprovação do projeto. O fato causou uma certa estranheza na maioria dos deputados que dirigiram questionamentos à mesa, pois muitos parlamentares não sabiam nem ao menos do que se tratava o projeto.

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O que foi mais estranho ainda, foi a forma pela qual o primeiro-secretário da casa, Beto Mansur (PRB-SP), tratou os parlamentares que dirigiam questionamentos a ele. Ele simplesmente recusou conceder respostas aos deputados alegando apenas que o “projeto era de última hora” e que estava de acordo com o que estabelece o regimento.

O comportamento de Mansur causou revolta nos parlamentares que colocaram tanta pressão contra a tentativa de votação que Mansur se viu obrigado a encerrar a sessão.

De acordo com a Folha, vários deputados participaram da articulação em torno do projeto que teve o aval do atual presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). #SérgioMoro