O Partido dos Trabalhadores teve grande redução nas disputas políticas deste ano em praticamente todos os estados brasileiros, mesmo nas regiões norte e nordeste, onde costuma ter mais força. Além disso, também deve ter grandes reduções em estados importantes, como São Paulo e Rio de Janeiro.

A principal causa será os escândalos recentes, como as delações da Odebrecht, do ex-líder petista e ex-senador Delcídio, de João Santana, ex-marqueteiro do #PT e sua mulher Mônica Moura, que confirmaram repasses ilícitos de dinheiro para campanhas eleitorais para o partido, entre outras tantas delações, além da prisão de líderes petistas como José Dirceu, Antônio Palocci e Guido Mantega (revogada no mesmo dia).

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Recaem sobre o PT as acusações mais graves da Operação Lava-Jato, e com as novas regras eleitorais, o PT perde ainda mais, com a diminuição do apoio popular.

"Você tem a criminalização da política e, em especial, a criminalização dos petistas. A mídia projetou que os políticos não valem nada e que os petistas são todos ladrões", justificou o secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza. Ele continua: "Isso vai impactando. Com esse vendaval todo, essa imposição da mídia diuturnamente na cabeça das pessoas, criou-se um ambiente negativo na população anti-PT. Isso tem um impacto."

Neste ano, o PT lançou 1.135 candidatos a prefeito, uma redução de 35% frente aos 1.759 candidatos de 2012. Essa redução se dá em todos os estados brasileiros, exceto em Piauí, onde este número cresceu de 49 para 70 neste ano.

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Segundo dados do TSE, o PT ocupa o sexto lugar em número de candidatos (24.271). Bem menor que o PMDB (44.489) e #PSDB (35.749). Mesmo assim, o partido ainda deve perder em massa em várias regiões, pois foi o mais afetado pelas várias denúncias de corrupção ligados à Operação Lava Jato. Em São Paulo, por exemplo, o candidato petista Fernando Haddad, que nunca aparece associado a qualquer investigação da Lava Jato, aparece em quarto lugar, com apenas 11% das intenções de voto.

Além disso, o partido ainda pode ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O Presidente do TSE, Gilmar Mendes, que também é ministro do STF, pediu abertura de investigação sobre se a legenda teria usado recursos ilícitos da Petrobras para financiar campanhas eleitorais. #Eleições