Na reta final das eleições 2016, o #PSOL pode garantir o segundo turno em pelo menos 3 capitais, fora algumas cidades espalhadas pelo país. O número é recorde por se tratar de uma sigla de esquerda colocada à margem da sociedade política devido às suas ideologias incompatíveis com um país capitalista e democrático.

O eleitorado do partido, entretanto, não se trata de novos ‘convertidos’ às ideologias do socialismo, mas são, em sua grande maioria, pessoas que simpatizavam ou simpatizam com o partido dos trabalhadores que, devido ao impeachment de Dilma, processos contra Lula e frequentes escândalos de corrupção, acabou tendo número reduzido de candidatos em todo o país, bem como pode ficar de fora do segundo turno em diversas capitais, incluindo São Paulo.

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O aumento da popularidade do PSOL não é visto, exclusivamente, por pesquisas, que nem sempre representam as opiniões reais do eleitorado, mas mostra um grande aumento de pessoas que saem às ruas para defender determinado candidato e fazer a sua torcida durante debates políticos na TV.

Embates políticos pelo Brasil

Embora o candidato com maior popularidade para a prefeitura do Rio seja o senador Marcelo Crivella, Freixo, do PSOL, tem conseguido reunir grande multidão para apoiá-lo, e tal fato se deve ao desgaste do PT. Outrora, as pessoas que o defendiam estão apoiando outras siglas de esquerda.

Jandira Fegahli, sempre em quarto ou quinto lugar nas pesquisas eleitorais de diferentes institutos, já declarou que os três candidatos da esquerda vão se apoiar no segundo turno para evitar que Marcelo ou eventualmente, Flavio, possa vencer o pleito de 2016.

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A declaração já foi amplamente divulgada nas redes sociais após Jandira ser gravada, por um celular, apresentando sua estratégia para tentar conter outros candidatos.

Segundo pesquisas, Cuiabá, Porto Alegre e Belém, possuem candidatos do PSOL que podem seguir para o segundo turno das #Eleições, entretanto, é importante ressaltar que pesquisas são feitas com número mínimo de pessoas e não representam o eleitorado como um todo. A popularidade dos candidatos tem sido medida mais pela mobilização de militantes, o que também não garante o resultado nas urnas, mas mostram que apesar da queda do partido dos trabalhadores, determinado grupo de pessoas no país ainda preferem ideologias socialistas ou comunistas.

O PSOL, entretanto, possui sérios problemas para governar, que não se devem, exclusivamente, ao filiado do partido. Como evita fazer alianças com outros partidos, unindo-se apenas com o PT e PCdoB, isso quando não assume chapa pura, o partido não possui maioria nas assembleias legislativas, o que praticamente trava qualquer governo devido à falta de apoio dos vereadores.

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No Brasil, só houve um prefeito eleito pelo partido em 2012, mas Clécio Luís, do Macapá, preferiu mudar para a REDE de Marina Silva, pois não conseguia governar na sigla anterior.

A militância atual não garante vitória ou derrota nas urnas, mas mostra que na falta de PT, muitos preferem o PSOL ou PC do B, três partidos que tendem a se sustentar politicamente para não caírem no anonimato absoluto após os últimos escândalos do país. #Eleições 2016