O que os petistas mais temiam, aconteceu. O Juiz Federal da 13ª vara, de Curitiba, Sérgio Moro, aceitou nesta terça-feira (20), a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) na quarta-feira (14). Sendo assim Lula se torna réu na operação Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do apartamento do Guarujá, litoral de São Paulo, onde teriam sido utilizados R$ 2,4 milhões para reformas e eletrodomésticos e R$ 1,3 milhão para armazenar o acervo presidencial de Lula em guarda-volumes, O montante chega a R$ 3,7 milhões que seriam das vantagens oferecidas pela construtora OAS a partir de contratos obtidos de forma irregular junto a Petrobrás e outras empresas.

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Em seu despacho, Sérgio Moro, afirma que Lula sabia que a origem criminosa do dinheiro era fruto do esquema de corrupção dos desvios da Petrobras. E ressaltou que os fatos e as provas apresentadas pelo MPF são suficientes para aceitar a denúncia. Ainda assim, o juiz faz uma ressalva, 'Aceitar a denúncia não significa juízo conclusivo, no decorrer do processo, as provas serão analisadas e as defesas poderão se defender'

Na denúncia do procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da Força-Tarefa, o ex-presidente consta como o 'comandante geral' do esquema de corrupção na Petrobras. Para os advogados de Lula, o ex-presidente enfrenta 'um processo sem juiz'.

'Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou', diz um trecho da nota divulgado pelos advogados de lula, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, logo após a decisão de Sérgio Moro.

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Além de Lula, também foram aceitas as denúncias contra a ex-primeira dama Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, os executivos Paulo Valente Gordilho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira. #RÉU #Sergio Moro