Sérgio Moro, juiz da Lava Jato, mandou soltar Guido Mantega, que foi preso na manhã desta quinta feira pela Polícia Federal, na 34ª operação da #Lava Jato, que recebeu o nome de Arquivo X. Guido Mantega foi preso inusitadamente no hospital, onde acompanhava sua esposa que fazia uma cirurgia em consequência de um tratamento de câncer. De acordo com o juiz federal e a Polícia Federal, os mesmos não sabiam do fato. Portanto, Moro mandou soltá-lo por não haver riscos de interferência da colheita das provas nesse momento e também pelo motivo de sua esposa estar acometida de doença grave e necessitando de sua companhia.

Mandado de busca e apreensão

Conforme exposto na revista ISTO É, a Polícia Federal apreendeu, na residência, materiais que comprometem Guido Mantega.

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O mesmo não chegou a fazer depoimento na PF, mas nega veementemente ter recebido R$ 5 milhões do empresário Eike Batista. Em nota, a PF diz que fez contato com o investigado por telefone e o mesmo se apresentou na portaria do edifício onde mora. Mantega e seus advogados acompanharam os policiais até o apartamento do mesmo para realizar a busca e apreensão. Segundo a PF, todo o procedimento tanto no hospital como no apartamento foi discreto, sem qualquer constrangimento e com a colaboração total do investigado.

Procedimentos da Operação Arquivo X

Nesta fase da Operação Lava Jato foram cumpridos 48 mandados em seis estados, incluindo São Paulo e Distrito Federal. Segundo informações do Ministério Público Federal, no Paraná, Eike Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da OSX, afirmou que Guido Mantega, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras no ano de 2012, teria pedido ao mesmo o valor de R$ 5 milhões para o PT.

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Contrato criminoso

A quantia pedida pelo ex-ministro dos governos Lula e Dilma seria proveniente de um contrato fraudulento entre a Petrobras e o Consórcio Integra Offshore, formado pelas empresas OSX e Mendes Junior. O valor do contrato foi de US$ 922 milhões, com a finalidade de construir as plataformas P-67 e P-70. Para fazer esse repasse, Eike firmou um contrato fictício com publicitários já denunciados na Lava Jato anteriormente. O motivo seria serviços de #Lavagem de dinheiro em contratos criminosos. No final de 2012 e abril de 2013 foram constatadas transferências no valor de US$ 2,350 milhões para o exterior entre as contas de Eike e os publicitários mencionados. Como as empresas de consórcio não tinham tradição no mercado de construção civil e integração de plataformas, conseguiram viabilizar os repasses de dinheiro através de políticos e agentes públicos. #Sergio Moro