Mais uma vez, assim como no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, José Serra, que é o atual ministro das #Relações Exteriores do Brasil, perdeu um pouco de sua influência política e, justamente por causa disso, fez ameaças explícitas de estar demitindo os seus assessores diretos, à exceção de um. Se as demissões, de fato ocorrerão ou não com o retorno de Serra ao Brasil, depois de ter vindo dos EUA, somente o tempo dará as respostas, mas é fato, que os ânimos do ministro estavam exacerbados, pois, na viagem que fez a Nova York, acompanhando a #Michel Temer, o 1º ficou completamente enfraquecido e posto de escanteio politicamente falando, conforme análise do jornalista André Barrocal da Carta Capital. 

Em oposição a Serra, até o peemedebista Michel Temer mostrou, não se sabe se da boca para fora, defendeu a integração das nações da América Latina, ou seja, o contato entre dois dos articuladores do impeachment de Dilma Rousseff já foi melhor do que está agora. 

O enfraquecimento de José Serra nos Estados Unidos justifica, de um certo modo, o acesso de fúria do mesmo no que diz respeito às ameaças de demissão dos assessores de seu gabinete e o irônico foi que tudo isso aconteceu logo nos EUA, país que Serra tanto vislumbra para cada vez mais, ser íntimo na política com o Brasil. 

O ministro das Relações Exteriores foi já posto de lado por ocasião da confecção do discurso do agora presidente Temer, que foi apresentado no último dia 20 de setembro na costumeira Assembleia Geral das Nações Unidas, o que foi a principal razão da viagem dos dois.

Publicidade
Publicidade

Até mesmo Temer tem posições e opiniões contrárias a José Serra, tanto é que o chanceler, seja por coincidência ou não, pela sua conta própria, resolveu ficar hospedado em um outro hotel do que aquele usado por Temer e sua trupe de ministros na comitiva. 

Vale frisar que Serra ainda tomou a iniciativa de ausentar-se de uma singular reunião global que tratou do tema do aumento das pessoas refugiadas no mundo. Enfim, o ministro não passou de um mero figurante, apesar de ser um eterno candidato a ocupar o cargo que hoje está com Michel Temer, quando assumiu o poder no Planalto Central. 

Talvez tenha sido por isso que o tucano José Serra, ousou deixar o presidente Temer, aguardando por mais de uma hora no jantar que foi oferecido pelo peemedebista, no dia 18 de setembro.

Já Temer, por sua vez, sabe que, para ser aceito pelos países geograficamente mais próximos do Brasil, precisa se expressar através de um tom muito mais geopolítico do que de viés comercial, e foi o exatamente o que ele fez no discurso na #ONU - Organização das Nações Unidas, que é o contrário do que defende Serra. 

“A integração latino-americana é uma prioridade permanente, não importando que haja em nossa região governos de diferentes inclinações políticas”, disse Temer, no que parece ter sido um puxão de orelha claro no controverso José Serra.

Publicidade