O Tribunal de Contas da União (#TCU) pede o bloqueio dos bens dos ex-integrantes do Conselho de Administração da #Petrobras, dentre eles, a ex-presidente Dilma Rousseff. O relatório do Tribunal responsabiliza os ex-conselheiros pelo prejuízo causado na compra de 50% da Refinaria de Pasadena, no Texas.

Em 2006, quando #Dilma Rousseff era a presidente do Conselho, foi aprovada a compra de 50% da refinaria, por US$ 360 milhões, pela Petrobras, um valor muito superior aos US$ 42,5 milhões pagos um ano antes pela belga Astra Oil por 100% da refinaria. Segundo o TCU, na época da compra, a ex-presidente do conselho Dilma Rousseff, diz que só aprovou o relatório do Conselho porque ele era "falho", e que as cláusulas estavam omitidas.

Publicidade
Publicidade

O Tribunal de Contas pede que todos os ex-conselheiros sejam responsabilizados pelo prejuízo de R$ 858,3 milhões na compra da refinaria, além do bloqueio patrimonial, para, inicialmente, ressarcir o rombo no caixa da estatal.  Os pareceres foram enviados ao ministro Vital do Rêgo, e também ao procurador-geral do Ministério Público de Contas, Paulo Bugarin, para apresentarem suas considerações, e decidir se o caso será julgado.

Os relatórios do TCU não incluem a delação do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, o qual afirmou que Dilma Rousseff acompanhava de perto os negócios da estatal, e que ela tinha total conhecimento dos detalhes da compra da refinaria de Pasadena.

Os acusados

Além da ex-presidente Dilma, o Tribunal responsabilizou o ex-ministro Antonio Palocci, os empresários Cláudio Haddad e Fábio Barbosa, o general do exército, Gleuber Vieira e o ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Publicidade

Todos os denunciados participaram da reunião que aprovou a compra da refinaria em 2006.

A refinaria

A refinaria de Pasadena é uma usina de refino de petróleo, localizada no Canal de Houston, no Texas, um dos canais mais importantes dos Estados Unidos. A refinaria tem capacidade de refinar cerca de 120 mil barris de petróleo por dia, e entrou como parte do patrimônio da Petrobras em 2006, quando o Conselho de Administração aprovou a compra 50% de suas ações.