Voltou atrás! O governo do presidente do Brasil, Michel Temer, do PMDB, admite que exagerou em declarações que pareciam menosprezar as manifestações contra o político. Temer acabou pedindo desculpa através da fala de um representante, o Ministro da Casa Civil Eliseu Padilha. Em entrevista à Folha de São Paulo publicada nesta quinta-feira, 08, o político disse que faz um "mea culpa" pelo o que ele e outros representantes da gestão do peemedebista disseram. Segundo ele, tanto as manifestações em Brasília, durante o desfile de Sete de Setembro, como o que aconteceu no Rio de Janeiro, durante a abertura dos jogos paraolímpicos, são naturais, fazem parte da democracia e devem ser tratado com naturalidade. 

Antes, o próprio Eliseu Padilha chegou a dizer que as vaias de "golpista" e "Fora Temer" partiam apenas de 18 pessoas nas arquibancadas de Brasília, por onde Michel passou ao lado da esposa, Marcela.

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Ele voltou a falar dessa vez que o grupo é pequeno, mas que merece respeitado e que as frases ditas anteriormente não demonstravam muito bem isso. A orientação agora é óbvia, evitar diminuir os protestos para fazer com que o tiro saia pela culatra, aumentando eles. No entanto, a velha máxima da política não foi seguida pelo próprio presidente, que na China chegou a dizer que os atos contra ele e a favor da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), estaria sendo feito por um grupo de não mais que 40 pessoas.

Depois Temer mandou dizer através de seus aliados que foi mal interpretado, e que o número 40 que ele se referiu era o de depredadores, como os black blocs, conhecidos por quebrarem lojas e outras propriedades. Os Black Blocks estiveram nas manifestações feitas no fim de semana passado na Avenida Paulista, em São Paulo, quando uma estudante ficou ferida no olho esquerdo.

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Ela alega ser vítima da Polícia Militar, que seria acionado uma bomba e os estilhaços foram em seu rosto. A jovem conta que perdeu parte da visão durante os atos pedindo a saída de Temer.  #Impeachment #Michel Temer