O presidente da república, Michel Temer, deu sua primeira entrevista pública após tomar posse no cargo definitivamente e voltar ao Brasil da reunião com o G-20. A conversa foi realizada com jornalistas nesse fim de semana. Aos 75 anos, o peemedebista anunciou que é necessário acabar com a 'mamata' dos altos salários de políticos e até do judiciário. Questionado se apoiaria o aumento solicitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Michel revelou que tomaria medidas duras para que isso não acontecesse e que isso seria pelo bem do Brasil.

"Os telefonemas que eu recebi dos governadores foram: 'Pelo amor de Deus, Temer, não deixa passar isso'", disse Temer na entrevista comunicando como tal aumento provocaria um efeito cascata não só no governo federal, mas também nos estaduais. 

Segundo Temer, ele vai ser mais presidente e não pensa em uma reeleição.

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A conta do aumento salarial dos Ministros do Supremo, segundo o peemedebista, geraria um impacto absurdo, de R$ 5 bilhões. Ele revelou que não abrirá mão do teto imposto para os gastos de sua gestão e que sua governança não permitirá a ultrapassagem de valores nem mesmo na saúde e na educação, salvo em condições emergenciais, já previstas na Constituição Federal.

Perguntado se disputaria uma nova campanha presidencial, o político revelou que não, mas que não assinaria nenhum compromisso público, pois todos que fazem isso acabam não cumprindo.

Cuidado com os gastos

Um dos motivos para o político dizer não à uma nova eleição é sua idade. Caso eleito em 2018, ele terminaria o mandato com 82 anos. Michel demonstra não gostar muito das pompas do cargo. Ele não quis, por exemplo, aparecer com a faixa presidencial no desfile do 'Sete de Setembro'.

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Para Temer, usar a faixa em um momento conturbado no país seria uma demonstração de "soberba".

Sobre o rito de passagem, ele garantiu que apenas usaria a faixa na hora de passá-la para o próximo presidente, em 1º de janeiro de 2019. Michel ponderou que uma das principais diferenças do governo dele para o de sua antecessora, a ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), é que ele terá uma gestão mais cautelosa. #Michel Temer #PMDB