Durante a posse da nova presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, vários convidados lotaram a sala de reuniões. Entre eles estavam o presidente do Brasil #Michel Temer e o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. Apesar de estarem próximos um do outro, os dois não se cumprimentaram e nem se olhavam. Manter a distância era, aparentemente, o objetivo deles.

Temer acompanhou Cármen na entrada, enquanto Lula estava na primeira fila de cadeiras vermelhas. No fim do evento Temer se despediu de alguns convidados e saiu e Lula ficou um pouco mais cumprimentando as autoridades.

Os assessores de Temer ficaram um pouco constrangidos quando souberem da presença de Lula.

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De acordo com eles, era necessário evitar o contato entre os dois para não criar atrito. Lula vê Temer como um adversário político e "traidor'. 

Logo após o evento, o ex-presidente Lula foi questionado se cumprimentou o presidente Temer. Lula disse que se fosse preciso cumprimentaria, mas que naquele momento não tinha necessidade. "Conversarei com qualquer pessoa se for necessário, mas hoje não vejo sentido", disse Lula. Segundo o ex-presidente, a hora agora é de arrumar o PT para reaprender a ser oposição.

Lula também comentou sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, dizendo que o Brasil teve uma lição de que falta muito para existir no país um processo democrático. Para Lula, o Congresso cassou o mandato de Dilma sem ter nenhum crime por ela cometido. "Foi simplesmente uma maioria política que quis a cassação de Dilma, e isso é muito grave", ressaltou o ex-presidente.

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Ausência de Dilma

A ex-presidente Dilma Rousseff também foi convidada a comparecer no evento, mas disse que por dificuldade de transporte não poderia comparecer. Quem repassou essa informação foi o seu advogado José Eduardo Cardozo. O ex-ministro de Dilma comentou que protocolou a justificativa de sua ausência no cerimonial do #STF.

Cerimônia

Durante a cerimônia, o decano Celso de Mello falou em nome dos ministros e repudiou a corrupção desenfreada pela Operação Lava Jato. Ele chegou a chamar os políticos corruptos de "marginais da República".