Do outro lado do mundo, #Michel Temer acompanha os #Protestos contra o seu governo no Brasil. Efetivado há somente nesta semana, o novo presidente da República está na China para participar das atividades da cúpula do G20, grupo que engloba as maiores economias mundiais. Ele também tem se reunido com o empresariado local para firmar parcerias econômicas. O ministro das Relações Exteriores, José Serra, está o acompanhando nas agendas na Ásia.

Pela segunda vez desde a sua redemocratização, o Brasil vivenciou a consumação de um processo de impeachment. Em 1992, Fernando Collor renunciou horas antes de ser destituído pelo Senado.

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Nesta semana, Dilma Rousseff se defendeu até o final, mas acabou afastada em caráter definitivo da presidência com o voto de 61 senadores, contra 20. Desde o resultado do julgamento final, obtido na quarta-feira, 31, vários protestos contra o governo Temer e a favor de Dilma têm sido vistos em diferentes regiões brasileiras.

Nesta sexta-feira, por exemplo, 10 estados registraram manifestações contrárias ao novo presidente. Em São Paulo, os protestos tiveram andamento pacífico, mas acabou com a detenção de oito "black blocs", capturados após quebrarem vidros e ponto de ônibus. Em entrevista a jornalistas brasileiros na China, Michel Temer criticou as depredações e disse que não vê caráter democrático nestes protestos.

"Eu vejo que é natural que aconteçam protestos em um momento politicamente conturbado em razão do processo de impedimento.

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É compreensível que grupos se reúnam para expressar os seus pontos de vista. No entanto, foram grupos reduzidos e que depredavam. Não se deve confundir direito à manifestação com direito à depredação", lamentou Michel Temer, que continuou:

"Não foram manifestações com caráter democrático. Uma manifestação que pode ser entendida como democrática é aquela que se reúne, vai às ruas e prega pacificamente uma ideia", ampliou o presidente.

Embora reconheça que, nesse momento, seja natural a contrariedade de parte da população, Temer espera reverter esse panorama e reunificar o país em um futuro próximo. Ele acredita que com o passar do tempo a força opositora irá reduzir e o Brasil voltará a ficar pacificado.

Protestos

Em Salvador, por exemplo, as manifestações foram na linha defendida por parte do Partido dos Trabalhadores (PT), que defende a realização de novas eleições presidenciais. O ato ocorreu na sexta-feira - mesma data em que, em Porto Alegre, manifestantes foram às ruas e um grupo colocou fogo em contêineres de lixo e quebrou vidraças de agências bancárias.

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Rio de Janeiro, Goiânia e Santa Catarina foram outras localidades que registaram manifestos contra o governo do presidente Michel Temer, ex-companheiro de chapa de Dilma Rousseff nas eleições de 2010 e 2014. Após cumprir agenda na China, Temer retorna ao Brasil na próxima semana e o seu primeiro grande ato em público - dessa vez não mais como presidente interino - deverá ser na comemoração do dia 7 de setembro, próxima quarta-feira, data em que é celebrada a Independência do Brasil. #presidencia