O Ministério da #Saúde promoveu várias mudanças no programa Mais Médicos. A intenção é reduzir gradativamente o número de profissionais de Cuba, e em 2017 ter 35% a menos de cubanos no programa. O governo pretende proporcionar oportunidades com estimulo aos médicos brasileiros para que ocupem as vagas.

Será feito um reajuste no valor pago para os profissionais, que passa de R$ 10.570 para R$ 11.520 e também serão aprovadas medidas que aceitem médicos brasileiros formados na Bolívia e Paraguai.

As mudanças visam uma maior participação dos brasileiros no programa, que hoje, é dominado por médicos cubanos, devido a cooperação com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) que possibilitou a chegada dos estrangeiros no Brasil.

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Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, nada será feito de imediato. Cerca de 4000 cubanos terão seus contratos encerrados este ano e serão substituídos por outros cubanos que tem previsão de chegada ao Brasil em dezembro. 

Os médicos brasileiros começarão à ocupar as vagas apenas em 2017, quando entrarão 2000 profissionais do Brasil no Mais Médicos.

Exceção

Alguns profissionais de Cuba continuarão no Brasil por alguns motivos. Existem algumas vagas que os médicos brasileiros podem não se interessar. No caso, são cidades menores, distritos indígenas ou mesmo cidades que não atraiam interesse dos brasileiros. Outra exceção nas mudanças, é que o governo não tirará a vaga dos cubanos que estiverem casados com brasileiras no país. Diante disso, será ofertado para eles uma prorrogação de contrato por mais 3 anos.

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Carácter provisório

De acordo com o governo federal, essas mudanças são provisórias, pois tudo depende também do interesse de médicos brasileiros participarem do programa para o preenchimento das vagas. Existem muitos médicos brasileiros que se interessam pelos cargos, mas quando são chamados não aparecem para assumir.

"Esperamos que nossos médicos formados por novas faculdades possam aderir ao programa Mais Médicos", disse Barros.

 O contrato com a Opas tem duração de 3 anos e pode ser prorrogado se o governo assim decidir. #Michel Temer